
Cabo Verde vai marcar presença, pela primeira vez, no campeonato mundial da International Surfing Association (ISA), que decorre entre 4 e 14 de setembro em El Salvador, junto ao Oceano Pacífico. A comitiva nacional será composta por cinco elementos, incluindo o presidente e secretários da Federação Cabo-verdiana de Surf, bem como três atletas que vão representar o país nesta competição internacional.
Os surfistas convocados são Jordi Lima, atual campeão nacional oriundo da ilha da Boa Vista; Robertney Barros, mais conhecido por “Ró de Sal”; e Nuno Angulo, filho do reconhecido campeão de windsurf Josh Angulo. Segundo o vice-presidente da federação, Jason Mascarenhas, trata-se de uma equipa forte e com potencial para se destacar neste campeonato que reúne representantes de todos os países membros da ISA.
“É uma excelente oportunidade para Cabo Verde mostrar o nível dos seus atletas. Temos surfistas experientes e promissores, como o Jordi, que já representou o país em competições no Senegal e em Marrocos, e o Robert, que considero um dos surfistas mais explosivos do país”, destacou Mascarenhas. Sobre o mais jovem elemento da equipa, referiu que Nuno Angulo foi criado nas emblemáticas ondas de Ponta Preta, na ilha do Sal, e traz consigo a herança e técnica do pai.
A ausência de nomes como Tom Tom e Sim, anteriormente ativos no circuito internacional, explica-se, segundo Mascarenhas, pelo facto de, até recentemente, Cabo Verde não ter uma federação formalmente reconhecida. “Antes, a estrutura ligada ao surf era o Skiba Surf Club. Só agora, com a criação da federação e a filiação oficial à ISA, é possível participar nestas competições e trabalhar para o desenvolvimento da modalidade”, explicou.
Para a federação, esta estreia no mundial da ISA é também uma forma de cimentar a presença de Cabo Verde em futuras competições internacionais e, quem sabe, candidatar-se à organização de um evento desta dimensão. “Temos todas as condições naturais para isso”, frisou.
Apesar da motivação e ambição, a comitiva ainda aguarda apoios para garantir a deslocação e participação no campeonato em El Salvador. “Esperamos contar com o suporte necessário para representar bem o país e levar a bandeira de Cabo Verde mais longe”, apelou Mascarenhas.
A participação neste evento é vista também como uma forma de acumular experiência, promover a troca de ideias com outros atletas internacionais e incentivar o crescimento do surf em Cabo Verde. “Com a federação criada, as associações estão mais envolvidas e já se começa a trabalhar numa base sólida, com foco na juventude e no futuro da modalidade”, concluiu.
NN