
No próximo dia 24 de julho de 2025, assinala-se o 10.º aniversário da morte de Corsino Fortes, uma das figuras mais marcantes da história de Cabo Verde e da IMPAR Seguros. Escritor, poeta, diplomata e ex-combatente da liberdade da pátria, Corsino Fortes deixou um legado de dedicação, cultura e patriotismo que continua a inspirar gerações.
“A data ganha um simbolismo ainda maior por coincidir com o ano em que se comemora o 50.º aniversário da Independência de Cabo Verde e os 33 anos de existência da IMPAR Seguros”, referiu a instituição onde Corsino também se destacou como “administrador exemplar”.
Para celebrar a vida e obra deste ilustre cabo-verdiano, a IMPAR Seguros promove, no próprio dia 24, um evento especial intitulado “Poesia na Cambar di Sol”, uma tarde de homenagem que terá lugar na Presidência da República, a partir das 17 horas.
O programa será dividido em dois momentos. O primeiro decorrerá no Salão Beijing e contará com duas mesas de homenagem:
🔹 Mesa de Homenagem I: As Dimensões do Homem IMPAR
🔹 Mesa de Homenagem II: A Arte em Forma de Homem
No segundo momento, os jardins da Presidência serão o palco para uma sessão cultural com declamação de poemas de Corsino Fortes, celebrando a sua contribuição ímpar para a literatura cabo-verdiana.
Corsino Fortes nasceu em 1933, na ilha de São Vicente, e faleceu a 24 de Julho de 2015, no Mindelo, depois de longos anos de luta contra cancro e de ter lançado novo livro menos de uma semana “Sinos de Silêncio: Canções e Haicais“.
No país, era conhecido por muitos críticos literários como o “príncipe do poeta” e “poeta maior de Cabo Verde“.
A poesia tornou-se pública na sua vida, em 1957, quando saíram os seus primeiros poemas no jornal do 3º Ciclo Liceal.
Estudou Direito, pela Universidade de Lisboa em 1966, e em Angola foi juiz do Tribunal de Benguela e Luanda. Militante do PAIGC (Partido Africano para a Independência da Guiné e Cabo Verde) na clandestinidade, usou a escrita para lutar contra o domínio colonialista.
Os seus poemas apareceram nos anos 1960 em algumas publicações como a revista Claridade ou a antologia Modernos Poetas Cabo-verdianos.
Lançou o seu primeiro livro em 1974, Pão & Fonemas, Árvore & Tambor Editores em 1986 e Pedras de Sol & Substância (2001) formou A Cabeça Calva de Deus. A trilogia conta a saga do povo para a liberdade.
Integrou vários governos na república de Cabo Verde tendo sido o primeiro embaixador cabo-verdiano em Portugal, em 1975. Presidiu à Associação dos Escritores de Cabo Verde (2003-2006)