Deputado do MPD defende avanços nos transportes no Fogo e critica oposição por “ataques populistas”

17/07/2025 21:28 - Modificado em 17/07/2025 21:28

O deputado do Movimento para a Democracia (MpD) e presidente da Comissão Política Regional do Fogo, Filipe Santos, reconheceu esta quarta-feira que o sector dos transportes na ilha enfrenta ainda vários desafios, tanto aéreos como marítimos. No entanto, destacou os “progressos significativos” alcançados nos últimos anos e acusou a oposição de usar o tema como “arma de retórica política”.

As declarações foram feitas em conferência de imprensa, em reação às críticas dos deputados do PAICV pelo círculo do Fogo, que apontaram um “retrocesso” no sector. Filipe Santos considerou “inaceitável” essa avaliação e defendeu as medidas implementadas pelo Governo.

“Desde novembro de 2024, a ilha do Fogo passou a beneficiar, em média, de dois voos diários”, sublinhou o deputado, acrescentando que a aquisição de dois novos aviões ATR permitirá reforçar ainda mais as ligações aéreas.

Santos destacou ainda a modernização do aeródromo de São Filipe, que passou a contar com novas áreas de embarque e desembarque, zonas VIP, serviços de restauração e iluminação na pista. Segundo ele, estas melhorias aumentam a segurança das operações noturnas e viabilizam evacuações médicas urgentes, além de fortalecerem a conectividade com o restante território nacional.

“Surpreende-nos que haja quem desvalorize estes avanços. A mobilidade aérea e a segurança operacional não podem ser menosprezadas nem transformadas em palco de ataques populistas. Quem o faz revela falta de sentido de Estado”, afirmou.

No que toca ao transporte marítimo, Filipe Santos explicou que o Governo está a reestruturar o modelo de concessão das linhas interilhas e já lançou concursos para a construção de dois novos navios. Enquanto aguardam a entrega das embarcações, as ligações serão asseguradas através do aluguer de navios em regime de “charter”.

Sobre as evacuações médicas, o deputado rejeitou o que chamou de “narrativa falaciosa da oposição”, frisando que a maioria é realizada por via aérea, com “todas as condições clínicas asseguradas”. Nos casos em que o transporte ocorre por mar, garantiu que são usadas ambulâncias equipadas, climatizadas e acompanhadas por profissionais de saúde.

“Transformar este serviço responsável e humanizado num espetáculo político é um desrespeito para com os profissionais de saúde e as próprias vítimas”, criticou Santos. O deputado questionou ainda se a oposição considera “indignidade” o transporte de doentes das ilhas sem aeroporto, como Brava e Santo Antão.

NN/Inforpress

Comente a notícia

Obrigatório

Publicidades
© 2012 - 2026: Notícias do Norte | Todos os direitos reservados.