
O Presidente da República, José Maria Neves, destacou o percurso de Cabo Verde ao longo dos 50 anos de independência, sublinhando os avanços materiais e sociais alcançados pelo país, apesar das dificuldades históricas enfrentadas. Neves apelou ainda à coesão nacional e ao trabalho conjunto para construir um Cabo Verde mais próspero, justo e com oportunidades para todos.
“Hoje temos um Cabo Verde possível”, afirmou o chefe de Estado, ao lembrar que o país, que enfrentou décadas de seca severa e desafios económicos e sociais, conseguiu elevar a autoestima coletiva e consolidar a confiança dos cabo-verdianos num futuro melhor.
Durante o encontro informal, realizado no Palácio do Povo em São Vicente, José Maria Neves descreveu a ocasião como um momento de reflexão, partilha e homenagem ao percurso do país desde 1975, ano da independência. “É um momento de celebrarmos os ganhos, refletirmos sobre os desafios e projetarmos o futuro. Cabo Verde cresceu não só do ponto de vista material, mas também no fortalecimento da sua identidade e esperança coletiva”, sublinhou.
O Presidente destacou o papel de São Vicente na luta pela independência e no processo de construção nacional, reconhecendo o contributo da ilha para o desenvolvimento do arquipélago. Defendeu, no entanto, a necessidade de combater as assimetrias regionais e de afirmar todas as ilhas como polos competitivos dentro da dinâmica económica nacional e global.
“Queremos uma nova dinâmica de descentralização, com mais recursos e poderes para as ilhas, garantindo que cada uma assuma um protagonismo renovado no processo de desenvolvimento”, defendeu Neves.
O chefe de Estado apontou também a importância de investir em ligações marítimas e aéreas mais eficientes, seguras e de qualidade, de modo a assegurar a interligação entre as ilhas e uma melhor conexão com a diáspora. “É fundamental garantir que Cabo Verde se insira competitivamente no mundo e que as suas ilhas cresçam de forma coesa e equilibrada”, acrescentou.
Sobre o papel da Presidência da República, Neves lembrou que o cargo não se destina a governar, mas sim a zelar pela unidade e pelo espírito do país. “A minha grande ambição é continuar a cuidar da alma da nação, garantir que os cabo-verdianos tenham confiança no país e trabalhar para um Cabo Verde com mais crescimento, prosperidade, oportunidades, melhores salários e rendimentos para as famílias”, afirmou.
Concluiu reforçando a necessidade de um “juntamon” nacional, apelando a todos os cabo-verdianos, independentemente das diferenças, para trabalharem juntos na construção de um futuro com dignidade para todas e todos.
NN