
O novo Terminal de Cruzeiros de São Vicente apresenta-se como uma infraestrutura moderna, com padrões internacionais de qualidade, segurança e funcionalidade. Com um pontão de 400 metros e uma profundidade de calado de 11 metros, o terminal está preparado para receber, segundo as autoridades, os maiores navios de cruzeiro do mundo.
A nova estrutura, inaugurada no passado 21 de junho, está equipada, conforme o Secretário-geral Adjunto do Movimento para a Democracia (MPD), com serviços destinados a assegurar uma experiência fluida e confortável para passageiros e tripulantes, oferecendo condições de acolhimento adequadas à crescente procura do turismo de cruzeiros.
Segundo Vander Gomes, a obra representa um marco para o desenvolvimento económico da ilha e trará impactos positivos para diversos setores, incluindo restauração, comércio, operadores turísticos, guias e serviços de transporte.
Contudo, o facto do Navio Seven Seas Voyager previsto atracagem no dia da inauguração gerou controvérsia. De acordo com o Vander Gomes, que citou a ENAPOR, a decisão de não atracar foi unilateral e da responsabilidade do comandante do navio, que terá recusado inclusive a entrada do capitão de porto da ENAPOR a bordo, como é prática habitual.
“A profundidade do calado (11 metros) e o comprimento do cais (400 metros) são, segundo as autoridades, mais do que suficientes para acolher embarcações daquela natureza”, sublinhou o responsável político.
Em reação às críticas levantadas por partidos da oposição, nomeadamente a UCID e o PAICV, que questionaram a conclusão efetiva da obra e apontaram para alegadas deficiências estruturais — como a falta de casas de banho públicas e serviços de gestão de resíduos —, o MpD assegura que o projeto foi cumprido integralmente conforme o caderno de encargos aprovado e financiado, tanto por fontes nacionais como internacionais.
“A única alteração ao projeto inicial, segundo a mesma fonte, foi a introdução de um sistema de “power supply” que permite aos navios desligarem os motores e ligarem-se à rede elétrica local, contribuindo para a sustentabilidade ambiental”.
O MPD rejeita, assim, a possibilidade de sindicância à obra, considerando qualquer iniciativa nesse sentido como uma “manobra política” com o objetivo de criar ruído e desacreditar uma infraestrutura que foi bem acolhida pela população.
Para tirar quaisquer dúvidas, afirmou que está prevista para o início de julho a chegada de um novo navio de cruzeiro.
NN