
No período de 20 dias oito (8) bebês prematuros faleceram no Serviço de Neonatologia do Batista de Sousa, em São Vicente, entre meados de Fevereiro e início de Março.
Dois pais, Olavo Tomás e Elton Tavares contactaram à TCV para denunciarem a situação. De acordo com os dados avançados à imprensa, os bebês nasceram, um com 1kilo e outro com 850 gramas, ficando assim no serviço de Neonatologia numa situação sensível e que acabariam por falecer.
O Hospital refutou a existência de qualquer anormalidade nesse serviço e refutou qualquer anormalidade no Serviço de Neonatologia.
“O que confirmamos é que, ultimamente, não só no Hospital Baptista de Sousa, mas como a nível mundial, tem aumentado consideravelmente o número de partos prematuros. Temos visto também que os prematuros extremos têm tido uma taxa bastante aumentada em relação aos nascimentos”, explicou a directora do serviço de Neonatologia Cátia Costa.
Segundo a médica, os bebês prematuros extremos são bebês de 26, 27, 28 semanas. “São bebés que nascem 3 meses antes do tempo. Estamos a falar de bebés de gravidez de 6 meses. São bebés muito vulneráveis, são bebés que também notamos um aumento no parto de bebés prematuros de extremo baixo peso. Extremo baixo são bebés que nascem com menos de 1000 gramas.
Defende que este aumento de nascimentos prematuros, então é proporcional muitas vezes às perdas que podemos ter no serviço.
Questionado sobre 8 mortes de bebês prematuros em 20 dias, alega que os desfechos nos prematuros, no serviço, sempre trabalham para aprimorar, e terem um melhor serviço.
“Nós temos cinco neonatologistas no Hospital Batista de Sousa que tudo fazem. É um serviço recente, é de 2019 que nós criamos esse serviço e tudo temos feito para zelar pelo melhor cuidado possível do paciente. E como referi o facto de ter aumentado o número de nascimentos, então temos maior número de internamentos, dá entrada maior número de casos na UTI neonatal”, sustentou Costa.
Diz ainda que os casos são cada vez mais severos e de mais gravidade, e por isso o hospital continua a acreditar que o hospital tem sido compatível com os quadros dos pacientes.
“A nossa taxa de sobrevivência tanto de pacientes internados como de nascidos é uma taxa boa, competitiva com grandes centros a nível mundial”, realçou.