
O Ministério da Saúde confirmou neste sábado, 15 fevereiro o surto de peste suína africana na Ilha da Boa Vista após análises laboratoriais que foram realizadas devido à mortalidade recente de suínos. De acordo com as autoridades, a doença é altamente contagiosa entre porcos, mas não afeta os humanos. Entretanto, o surto tem provocado grandes perdas econômicas.
Medidas emergenciais já foram adotadas, incluindo o controle de circulação de suínos e ações de sensibilização, além de recomendações aos criadores para conter a propagação do vírus.
A Direção-Geral da Agricultura, confirmou a ocorrência de um surto de peste suína africana na Ilha da Boa Vista, conforme um comunicado enviado, após algumas análises realizadas em resposta à recente mortalidade de suínos na região.
De acordo com as autoridades, a peste suína africana é uma doença viral altamente contagiosa entre porcos, provoca grandes perdas, porém não constitui um risco à saúde humana.
É de realçar que a doença existe na Ilha da Boa Vista há alguns anos, ocasionando surtos periódicos devido à higienização inadequada na criação de porcos, o que contribui para a circulação do vírus. Para combater o surto, foi implementado um conjunto de medidas emergenciais, incluindo a ação de sensibilização e informação à população local, realça o comunicado.
Uma equipa multidisciplinar, composta pela Delegação do Ministério da Agricultura e Ambiente, Delegacia de Saúde e Câmara Municipal, está a reforçar o controlo da circulação de porcos e derivados da zona afetada para outras partes da ilha e para as restantes ilhas do arquipélago.
Além disso, está em elaboração um plano sanitário que abrange medidas imediatas para conter a propagação do vírus e estratégias de médio e longo prazo para controlar a doença, seguindo diretrizes da Organização Mundial da Saúde Animal.
O Ministério da Agricultura e Ambiente emitiu recomendações aos criadores de porcos para conter a disseminação da doença, entre elas, isolar os animais doentes dos saudáveis, não abater ou comercializar animais infectados, queimar ou enterrar os animais mortos em locais designados pelas autoridades e evitar a criação de porcos à solta.
As autoridades pedem a colaboração dos criadores e da população para o cumprimento rigoroso das medidas visando minimizar os impactos do surto.