Até agora, já são três os pré-candidatos que vão concorrer à presidência do Partido Africano da Independência de Cabo Verde (PAICV, oposição) para suceder Rui Semedo que não se recandidata a mais um mandato à frente do partido da “Estrela Negra”.

O Conselho Nacional do Partido Africano da Independência de Cabo Verde (PAICV) agendou para 30 de Março às directas para a eleição do presidente desta força política a ser escrutinado por 34.000 militantes.
O presidente da Câmara Municipal da Praia, Francisco Carvalho, que foi reeleito nas autárquicas de 01 de dezembro, com uma votação reforçada em relação a 2020, anunciou na quinta-feira, 02 de janeiro, a sua candidatura à presidência do PAICV, prometendo uma gestão inclusiva e modernizadora.
“Coloco-me como candidato à presidência do PAICV, por uma gestão inclusiva, participativa, que resgate o passado dos nossos grandes ideais, em equilíbrio com a modernidade que nos exige o futuro”, acrescentou.
“E faço-o, neste momento, obedecendo a um dever de consciência como cabo-verdiano, e assumindo o meu compromisso com o meu País e com o meu partido”, reforçou.
Por outro lado, Nuias Silva, vice-presidente do PAICV, também manifestou disponibilidade para liderar o partido, caso Rui Semedo viesse a renunciar, o que já foi confirmado.
Silva, citado pela Inforpress avançou que a sua candidatura subscreve-se “ao crivo do “povo do partido” com uma ambição estribada na convicção de que será útil na união e na coesão do partido que representa e na definição de uma nova agenda de desenvolvimento de Cabo Verde.
“Propomos uma liderança inclusiva, que conta com todos e que mobiliza e une, de novo, todas as cabo-verdianas e todos os cabo-verdianos em torno dos grandes objectivos nacionais.
Para Nuias Silva, “Cabo Verde precisa, urgentemente, de um novo rumo, de mobilizar todos os cabo-verdianos, nas ilhas e na diáspora, para restituir a confiança, revigorar a esperança e retomar a dinâmica de modernização do país, visando a prosperidade e uma melhor qualidade de vida”.
Rui Semedo, anunciou ontem, 04, que não será candidato a um novo mandato, defendendo a renovação da liderança como essencial para enfrentar os desafios eleitorais que se avizinham.
Quem também entrou na corrida é deputado nacional eleito pelas listas do PAICV pelo círculo eleitoral da Europa, Francisco Pereira, anunciou à imprensa a sua candidatura
“Sim, sou candidato à presidência do PAICV. Sou um jovem cabo-verdiano que reside há muito tempo na diáspora, mas nasci em Santa Catarina (Santiago), onde em 1995 abracei as causas do partido. Cresci em Cabo Verde, fui para Portugal, onde trabalhei algo na construção civil…cheguei a administração pública, fui candidato às autárquicas em Portugal, faz 29 anos, tenho esta experiência”, referiu Pereira.
“A minha candidatura é uma candidatura nacional. Eu sou dirigente do partido, faço parte de todos os órgãos do partido, já estou há mais de 15 anos nos órgãos do partido e entendo naturalmente que tenho um apoio alargado da diáspora, onde vivo e também, tenho apoio nacional”, esclareceu.
O Conselho Nacional do Partido Africano da Independência de Cabo Verde (PAICV) agendou para 30 de Março às directas para a eleição do presidente desta força política a ser escrutinado por 34.000 militantes.
O Conselho Nacional determinou que os participantes terão a data limite de 30 de Março para apresentarem as moções de estratégias para o partido de Cabo Verde, e que oficialmente “só serão candidatos a partir do momento que já apresentaram as suas candidaturas”.
O Conselho Nacional decidiu que até o dia 20 de Março todas as eleições regionais e sectoriais, incluindo da JPAI e da Federação das Mulheres terão de ser realizadas para que a 30 de Março realizar-se a eleição directa do presidente do partido, enquanto o congresso fica marcado para os dias 02, 03 e 04 de Maio.
Qualquer um pode ser Presidente, desde que haja consenso.