
A Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO), apresentou esta quinta-feira em São Vicente o Programa de Bioeconomia Azul da FAO para a utilização da pele do peixe para fazer moda, artigos de carteiras e casacos.
Um projeto que segundo a representante da organização em Cabo Verde, Ana Touza, este é um programa que está a começar a dar os primeiros passos no país, com recursos da FAO. “A utilização de um recurso que, neste momento, está sendo desperdiçado para ter uma economia de aproveitamento, uma economia circular muito fortalecida”.
Um projecto que defendeu, serve, sobretudo, criar uma oportunidade de um mercado onde existem outras experiências na África e que está muito bem-sucedida. “Uma oportunidade aqui em Cabo Verde que esperamos que tenha um bom sucesso”.
Ana Touza fez este anúncio no âmbito da 7ª edição do Cabo Verde Ocean Week, que decorre na cidade do Mindelo, a margem do ao painel “Economia Azul, Inovação e Gestão sustentável dos recursos marinhos e costeiros”, sendo que o tema “Bioeconomia Azul: Solução para a poluição dos oceanos” apresentado pelas especialistas da FAO, Lindis Norlund e Marilique Nijmeijer.
A FAO participa neste evento pela sétima vez consecutiva, e por isso, destacou a representante da organização em Cabo Verde, que este é um debate essencial. “É um diálogo técnico e político que tem que atravessar a discussão de todas as autoridades, porque os oceanos e qualquer mudança importante nos oceanos vai ter necessariamente um impacto em toda a população Cabo Verde”, sustentou Ana Touza.
Diz ainda que os debates sobre os oceanos têm que estar no centro da discussão Cabo Verde e este é um “excelente fórum para isso”, porque durante esta semana, não se debate teoria.
“Estamos a debater projetos, coisas concretas que se estão a fazer. Então, estamos a debater abordagens e experiências concretas e estamos a ter outras perspectivas e enriquecer as nossas abordagens. Não estamos a debater, que não seria mal também não, debater teoria, mas sempre é de muita valia, mas aqui estamos a discutir sobre intervenções concretas e o debate da troca enriquece muito as perspectivas, também fomenta um espaço para desenvolver parcerias”.
E que sobretudo, realçou, que este também é um dos fóruns para aumentar o conhecimento de que outros estão a fazer e que podemos fazer juntos.
NN