Transformando o lixo em arte: A paixão de Valdir Nobre pelas esculturas de ferro

2/06/2024 21:16 - Modificado em 2/06/2024 21:17

Natural de Santo Antão e residente há seis meses em Madeiralzinho, na ilha de São Vicente, Valdir Nobre Dias Lopes, de 24 anos, é um jovem que transforma sucata em esculturas de ferro. Trabalhando em uma oficina mecânica, Valdir, em entrevista ao Notícias do Norte, percebeu a quantidade de material metálico que era descartado e decidiu dar uma nova vida a esses materiais.

“Eu trabalho em uma oficina mecânica e muitas das vezes deitavam muita coisa para o lixo e aí surgiu a ideia de inventar algumas coisas, neste caso bonecos de ferro,” relata Valdir que utiliza parafusos, porcas, rolamentos e correntes de bicicletas e motos, materiais que estavam destinados ao lixo.

Para ilustrar qualquer figura, Valdir utiliza solda, habilidade que aprendeu observando outras pessoas a usar o material. “Meu primeiro boneco que fiz representava uma pessoa levantando peso. A partir daí, comecei a ter outras ideias de bonecos,” explica ele.

Os bonecos criados por Valdir são inspirados no cotidiano e em pequenas pesquisas que ele realiza. “Por exemplo, se eu ver uma pessoa pintando uma casa, faço um boneco que retrata essa pessoa exercendo a sua profissão. De seguida, eu ofereço o boneco para a pessoa,” conta com entusiasmo.

Este jovem santantonense, dedica suas tardes a estas criações, sempre com o objetivo de presentear amigos e conhecidos.

Embora muitas pessoas tenham se encantado com suas criações e peçam para comprá-las, Valdir ainda não está pronto para comercializar suas obras. “Muitas pessoas já viram meus bonecos e muitos me pedem para fazer mais e vender. Só que não faço isso para vender, é só para oferecer. Muitos gostam do meu trabalho,” diz este jovem.

Valdir pode criar um boneco pequeno em cerca de 20 minutos, desde que tenha todos os materiais necessários. Porém, ele sonha em fazer esculturas maiores, que demandam mais tempo e possivelmente terão um custo. “Os trabalhos mais grandes posso até cobrar um valor. Os pequenos por enquanto vou oferecendo,” afirmou.

O jovem artista tem planos ambiciosos para o futuro. Trabalhando atualmente na oficina de outra pessoa, ele sonha em abrir seu próprio negócio para poder se dedicar mais ao seu trabalho artístico. “Quero mais adiante investir neste trabalho, com mais ideias diferentes que com certeza vão ter seus custos, mas quero mesmo fazer isso,” declarou.

Para Valdir, seu hobby é uma forma de colocar suas ideias em prática e mostrar que é possível fazer algo diferente além do emprego convencional. “Esta atividade mostra também que muitas vezes aquilo que descartamos podemos dar outra vida e servir para outro fim,” conclui Valdir.

AC – Estagiária

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