
Neste dia nacional de professores, 23 de abril, centenas de docentes saíram às ruas em São Vicente, e em todo o territorio nacional, numa manifestação onde voltaram a pedir mais valorização da classe e cumprimento dos acordos na íntegra.
No mindelo, da Praça Dom Luís à Delegação do Ministério da Educação, um grupo de professores com cartazes empunhados com palavras de ordem como respeito, comprimento, valorização e voltam a trazer à tona uma série de reivindicações.
Um protesto que contou com o apoio do Sindicato Nacional dos Professores (Sindep), que reafirma o compromisso do sindicato dos profissionais em lutar pela classe que pede a atualização salarial, das pendências, entre outros.
O representante do sindicato, face aos desafios e às reivindicações afirma que são muitas manifestações exigindo o mesmo, e reitera que a paciência dos professores está no limite. Nelson Cardoso alega que não querem que haja rutura, “mas parece que é isso que o Governo está a pedir”.
Portanto, este porta voz, assegura que as únicas coisas que pedem e querem é a dignidade, a valorização e o respeito. “Respeito não só pelos direitos estatutários, mas também pelos acordos que foram firmados”, elencou Cardoso, que disse ainda, que devem ser cumpridos assim como foram definidos.
Outra coisa, referiu o sindicalista, tem a ver com a postura do Governo em relação a questão da dilatação dos prazos, dando mostras de querer resolver a situação, mas, defende que isso está a piorar cada vez mais a relação entre o Governo e os professores.
Nelson Cardoso corrige, e diz que quando se fala da equiparação salarial, a classe quer é a dignificação do salário. “Um salário que condiz com o professor, com a sua categoria. Ele é quadro especial, então tem que ter também um salário que condiz”.
Os docentes dizem-se unidos na luta e pretendem uma greve na altura da avaliação, já que essa solução irá impactar a vida de muita gente, principalmente dos alunos.
“Nós pretendemos uma greve na altura da avaliação, já em maio e será uma greve diferente. Vamos estudar, escutar a classe e definir como será a greve. Terá de ser um período mais duradouro e da forma que provoca alteração no calendário escolar das avaliações”, explicou.
O Sindep acusa o governo de estar a levar o professor ao extremo, contudo, defende que não querem seguir neste caminho e pedem ao governo que esclareça a opinião pública e, que não confunda as pessoas com informações descontextualizadas.
EC