
A ilha de São Vicente passa a partir de hoje a contar com a Polícia Municipal, que segundo Augusto Neves a Câmara Municipal de São Vicente está nesta luta, que era ter uma Polícia Municipal há muitos anos.
“Desde 2008, em todos os planos de atividades e orçamento, temos lutado em conjunto com o governo no sentido dos termos à nossa força municipal”, afirmou o edil Mindelense que apesar do atraso, do projeto iniciado em 2017 com a aprovação e em 2018 com concursos, conseguiu-se chegar hoje até esse momento.
Os agentes já estão treinados há algum tempo, e a edilidade escolheu 14 de abril, Dia da Cidade do Mindelo, “uma data simbólica”, para a Polícia Municipal, que terá a sua sede na Rua Renato Cardoso, para acolher uma “polícia próxima das pessoas, perto da nossa cidade, perto da população, que certamente apoiará todo o trabalho da Polícia Nacional relativamente à segurança da ilha e das famílias”.
Um esforço, segundo Neves, foi graças ao apoio de todos, isso porque, a Polícia Municipal terá muitos desafios na fase inicial. “O grupo ainda é limitado, são 15. É um grupo muito pequeno, terá muito trabalho nesta ilha, mas tenho a certeza que juntamente com a nossa Polícia Nacional, que nos dará, através da experiência, todas as orientações possíveis, aliás, os formadores certamente orientarão nossos agentes sobre a melhor forma de estar diante da população, a melhor forma de podermos ajudar a ilha a crescer”, afirmou o presidente da CMSV.
Por seu lado, o ministro da Administração, Paulo Rocha, enalteceu a parceria entre a Câmara Municipal de São Vicente, Universidade Lusófona de Cabo Verde e Polícia Nacional, que permitiu a formação da Polícia Municipal, primeira do País.
“Foi com grande satisfação que abrimos o curso. Saudei na altura os formandos e desejei sinceramente que tivessem os melhores resultados, que alcançassem o desejado sucesso”, sustentou o ministro.
E defendeu que a implementação da Polícia Municipal era um compromisso de há muito, que precisava ser assumido de forma objectiva e empenhada, para o reforço da cidadania, para a redução das incivilidades”.
Como representante dos agentes, Daniel Teotónio prometeu em nome do grupo, que a ilha vai ficar bem servida. O Porta-voz da corporação diz que, terão um enorme desafio devido ao enorme crescimento populacional e comercial, para que cumpram as suas missões, com “profissionalismo e zelo”, fazendo respeitar o Código de Postura Municipal.
“Estaremos presentes dentro do limite e competências, que nos é estipulado na lei, de forma a garantir um ambiente saudável e sentimento de segurança e tranquilidade para a população da ilha de São Vicente”, explicou o agente municipal que elencou algumas áreas onde irão dar atenção, tais como o sector comercial formal e informal, construções clandestinas e assentos informais, trânsito rodoviário e pedonal, sector do ambiente, espaços balneares, controlo de ruídos e poluição sonora, segurança nas escolas, entre outras.
Durante o acto foram entregues duas viaturas novas para auxiliar no serviço da corporação municipal.
EC