São Vicente vai ter Parque Solar Fotovoltaico que vai produzir, mais de 15% da energia consumida na ilha – Ministro

8/04/2024 14:12 - Modificado em 10/04/2024 21:27


O Ministro da Indústria, Comércio e Energia, Alexandre Monteiro, presidiu, hoje, 8 de abril, ao acto de lançamento das obras para a construção do Parque Solar Fotovoltaico, nas imediações do Norte da Baía, em São Vicente, um investimento privado, que vai contribuir para aumentar a penetração das energias renováveis​​ na ilha e consequentemente no país.

Um dos aspetos importantes é que o preço da energia, a eletricidade que será injetada na rede pública, será de 5 escudos por quilowatt-hora, o que irá equilibrar o sistema aritmético da ARME para determinar as tarifas.

Um parque Solar Fotovoltaico de 5 Megawatts, de capacidade de potência, conforme explicou o diretor Geral da Águas de Ponta Preta, vai produzir um volume de energia significativo, mais de 15% do consumo da energia da ilha de São Vicente.

O ministro Alexandre Monteiro, garantiu que este parque serve para ajudar a reduzir a dependência dos combustíveis fósseis e só este projeto representará uma poupança de mais de 2.500 toneladas na importação de combustíveis. “Estamos a falar de um valor de mais de 250 mil contos de poupança anual na importação de combustíveis”, justificou.

E garante que no mês de janeiro do próximo ano, tendo em conta que as obras aqui estão previstas para terminar no final deste ano, até dezembro, e se não houver nenhum imprevisto, o consumidor final já sentirá a diminuição do preço da eletricidade que consomem em casa. “Primeiro é preciso baixar custos, depois o sistema é regulado e em função da evolução e da taxa a nível nacional”.

A nível nacional, neste momento, o país tem uma capacidade estimada em cerca de 35/36 megawatts, capacidade de produção de energia renovável. “Temos este projecto que nasce em São Vicente, temos outro no Sal, temos em Santiago e em todas as ilhas, da Brava a Santo Antão, que globalmente, estamos acima dos próximos valores, perto dos 30 megawatts”.

O que significa, que essa capacidade vai duplicar. “Durante o próximo ano, teremos o dobro da capacidade que temos hoje”, acrescentou Alexandre Monteiro, que garantiu, que só em São Vicente vai haver uma evolução de cerca de 7 megawatts de capacidade, de produção de energia renovável, para 12, portanto, um aumento significativo.

“Uma unidade para produzir cerca de 11 Gigawatts/hora de energia por ano, o que representa cerca de 15% do consumo de eletricidade na ilha de São Vicente”, salientou o governante.

Este investimento resulta de um concurso internacional, ganho por empresa nacional que apostou e foi a melhor proposta apresentada.

“A transição energética exige recursos, e só com esta parceria pública ou privada em que o Estado concentra investimentos em infra-estruturas, para aumentar e melhorar a eficiência na gestão do sistema elétrico e apostar em investimentos privados na produção de energia”, apontou

A empresa nacional, vencedora do concurso APP Solaris, garantiu que o objectivo é aproveitar o recurso ilimitado em Cabo Verde que é a radiação solar, a radiação fotovoltaica, e transformá-la em eletricidade que será injetada na rede pública.

O tamanho da central é de 5 megawatts, 6.000 quilowatts em painéis e 5.000 quilowatts em inversores. Ou seja, a potência será de 5 mil quilowatts, 5 megawatts, e será aproveitada e injetada no sistema público,  garantiu Damià Pujol.

Elvis Carvalho

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