
A ministra da Saúde considerou hoje, 08 de abril, Dia Mundial da Saúde, em São Vicente, que é preciso comprometimento de todos, para que possamos ter “uma cobertura universal e para que ninguém fique para trás”.
Filomena Gonçalves falava à imprensa após presidir o acto central das celebrações do Dia Mundial da Saúde, que este ano se comemora sob o lema “Minha saúde, meu direito: saúde mental, prioridade e compromisso de todos”.
“O lema já diz tudo, minha saúde, meu direito. Ou seja, a minha saúde, significa que meu direito individualmente tem que cuidar da sua saúde. Meu direito, aquilo que o poder central, local, as instituições de parcerias para o desenvolvimento, o que todos nós como nação podemos fazer para que possamos ter uma cobertura universal e para que ninguém fique para trás”, explicou a governante.
Questionado sobre o compromisso do governo em garantir o acesso aos serviços de saúde, Filomena Gonçalves, diz que muitos investimentos têm sido feitos em termos de infra-estruturas e de recursos humanos, embora reconheça que ainda há muito a ser feito. “Temos consciência de que ainda existem desafios e só estaremos a debelar estes desafios se unirmos as nossas forças e trabalharmos com olhos humanos”, sustentou.
Afirmou que este lema, é um apelo à atenção, ou talvez seja uma exaltação de todos nós, dentro das nossas responsabilidades, dentro das nossas famílias, do comportamento que temos, para realçar a harmonia, o amor, o respeito e, sobretudo, temos que aprender que viver com saúde e saúde mental não significa não ter problemas.
“É ter capacidade de trabalhar para que todos, não importa de onde venha, não importa quantas dificuldades a vida tenha e sempre terá, possam enfrentar essas dificuldades e sair com a mente sã para enfrentar as próximas dificuldades que virão com certeza”.
Questionada sobre o plano de Saúde Mental, diz que o governo quer com declarar neste ano, como o ano da Saúde Mental é cuidar de quem já tem problemas e que precisam ser cuidadosos, mas é, sobretudo, trabalhar para que haja educação, prevenção, promoção para a saúde mental.
“É trabalhar para que haja cada vez menos pessoas com necessidade de acesso aos serviços de saúde mental” e ainda trabalhar para “implementar a saúde em todas as políticas” e para isso é preciso garantir a sustentabilidade no sector da saúde.
E um dos pilares desta sustentabilidade é o setor privado é essencial. “Com o setor privado queremos sentar à mesa, fazer apresentações, sensibilizar e, sobretudo, para que possamos internalizar que é fundamental ter saúde ocupacional”.
Ao intervir, o representante da Organização Mundial da Saúde (OMS) em Cabo Verde, Daniel Kertesz, disse que a OMS aplaude a decisão do Ministério de Saúde de declarar 2024 o Ano da Saúde Mental em Cabo Verde.
Por sua vez, o presidente da Câmara Municipal de São Vicente, Augusto Neves, falou na necessidade de se encarar a saúde mental com um “novo olhar” e apostar em respostas “atempadas e criativas”.
Elvis Carvalho
Pois é todo este discurso quando não há nenhuma preocupação com a saúde mental dos profissionais de saúde, tendo como exemplo a ilha do Sal com um Hospital completamente abandonado, onde a direção politica recém empossada teve como primeiro medida retirar a folga dos enfermeiros, os obrigando a trabalhar 7 dias consecutivos da semana, onde a nova diretora tem um postura de autoritarismo tomando medidas de forma unilateral, mesmo tendo enfermeiros compondo a direção, mas estes por forma a defender a cor politica ferem com ferro quente os próprios colegas e cônjuges.