
Com oito décimas a mais que o segundo classificado, o Grupo Carnavalesco Cruzeiros do Norte, o Monte Sossego voltou a brilhar e levantou o ceptro de campeão do carnaval 2024, isso após as conquistas de 2020 e 2023. No ano de 2021 e 2022 não houve carnaval devido a pandemia da Covid-19.
Com o enredo Genética.CV, o grupo levou ainda os prémios individuais, como de melhor carnavalesco, Valdir Brito e João “Boss” Brito, idealizadores do tema vencedor. Katia Ferreira foi a Porta-Bandeira vencedora.

O Monte Sossego ainda levou os prémios de Primeira-dama, melhor carro alegórico, Rainha do carnaval Berly Ramos e o cavaleiro, uma novidade deste ano, foi para Alan Silva, também do “Montsú”.
Na música, Constantino Cardoso dividiu o prêmio com Edson Oliveira, dos Cruzeiros do Norte. O grupo de Cruz João Évora foi premiado com a melhor bateria do carnaval de São Vicente, sob o comando de Nuno Gonçalves.

No quesito Rainha de bateria, não houve vencedora. As quatro candidatas ficaram empatadas e renunciaram ao prémio coletivo alegando que deveria ser apenas uma vencedora.
Steven Évora do Estrela do Mar foi o Mestre Sala vencedor, pela segunda vez consecutiva. A segunda dama foi Janelle Rosário, dos Cruzeiros do Norte.
Para o presidente do Grupo Monte Sossego, o grupo fez a maior largada de sempre do carnaval de São Vicente e superaram os anos anteriores.
“Tivemos o impacto no público que queríamos e trabalhamos para ter e conseguimos transmitir algum carisma que levou os levou a vibrar com Monte Sossego”, disse António Duarte “Patcha” após a consagração do tricampeonato de “Montsú”, que afirmou ainda que a harmonia funcionou em pleno, fruto de muito trabalho, que esta quarta-feira acabou por ser reconhecido. “Um trabalho que tem sido reconhecido ao longo dos anos e, agora em 2024 foi absoluta glória por termos tido este reconhecimento e entendido que temos o maior desempenho do carnaval 2024”.
Na classificação geral Cruzeiros do Norte, ficou em segundo. Após anunciarem o vencedor, o presidente do grupo abandonou o palanque e o local, mostrando-se visivelmente chateado com a decisão. Jailson Juff garantiu que o grupo não sai mais no carnaval da ilha e consideram que foi uma roubalheira. “
Estrela-do-mar em terceiro lugar é segundo Júlio do Rosário outra injustiça que aconteceu. Diz que o presidente da LIGOC trabalha sozinho e culpa o conselho deliberativo que é composto pelos presidentes dos grupos por algumas decisões, mas é ele e o presidente do Monte Sossego que decidem, sem o aval e consentimento dos outros, denunciou Júlio do Rosário. “OS jurados foram escolhidos a dedo e tem um sistema para favorecer quem quiser. Uma vergonha”, apontou o presidente do EDM.
“Deitaram por terra todo o trabalho feito pelos grupos, que passaram meses nisso e foram destruídos desta forma”, atirou Júlio do Rosário.
Criticou o apresentador dos prémios que segundo o mesmo mostrou-se de uma falta de ética em cumprir o seu papel. Primeiro porque toda a vez que apresentava um prêmio individual apontava diretamente para o pessoal do Monte Sossego e em relação ao anúncio do empate, que deixou as rainhas de baterias desoladas, pediu mais respeito na forma como o apresentador dos prémios de carnaval tratou a questão. “Foi de um mau gosto e sem nenhuma sensibilidade”.
Os membros da direção do Flores do Mindelo, que ficou em quarto lugar, mostraram-se degradados com o resultado. Afirmam que trabalharam para concorrer por uma melhor classificação e sentem-se injustiçados com o resultado que não caiu no agrado dos dirigentes do grupo.
EC