Líder parlamentar do MpD diz 13 de Janeiro é a coroação de um processo de reinvenção da sociedade e da alma cabo-verdiana

13/01/2024 18:36 - Modificado em 13/01/2024 18:36

O líder parlamenter do Movimento para Democracia (MpD, poder) disse hoje que o 13 de Janeiro, “mais do que um dado do calendário”, é a coroação de um processo de reinvenção da sociedade e da alma cabo-verdiana.

Paulo Veiga intervinha na sessão solene especial alusiva ao Dia da Liberdade e Democracia, na Cidade da Praia, que se celebra a 13 de Janeiro e que este ano completa 33 anos das primeiras eleições multipartidárias realizadas em Cabo Verde.

“O 13 de Janeiro é muito mais que um dado no calendário, mas sim a coroação de um processo de reinvenção, uma libertação profunda e irreversível do Estado, da sociedade e da alma cabo-verdiana”, precisou.

Para o dirigente do partido que sustenta o Governo, este dia que simboliza “a essência da nação cabo-verdiana”, reafirma o compromisso do MpD com os princípios da ética republicana que sustentam a base da sociedade cabo-verdiana.

Por isso, lembrou, esta efeméride simboliza o fim de um regime monopartidário de mais de 15 anos e o início de uma era de liberdade, considerando por isso “crucial” uma reflexão sobre o que é ser uma república ética.

“Não é nada mais nada menos que garantir os princípios da justiça, igualdade e transparência, e que estes sejam os alicerces sobre os quais construímos a nossa sociedade”, explicou Paulo Veiga, acrescentando que significa também cultivar política onde a honestidade e a integridade são valorizadas e recompensadas.

“Em suma, é o princípio que nos lembra que a busca pelo bem-estar colectivo deve ser a força motriz por trás de todas as nossas políticas e iniciativas”, apontou.

Segundo Paulo Veiga, nesses 33 anos de liberdade e democracia Cabo Verde testemunhou avançou inquestionáveis no funcionamento das instituições e na consolidação do sistema democrático.

Não obstante esses avanços, ressalvou, há que se estar conscientes dos desafios que ainda o país enfrenta, mas que “com determinação e união” será superado cada obstáculo.

Neste Dia de Liberdade e Democracia, o representante do MpD considerou que a voz dos jovens cabo-verdianos é vital para a construção de uma sociedade justa e próspera, uma vez que, conforme explicou, a democracia precisa da opinião única e valiosa da juventude.

“Participem nas eleições, envolvam-se em organizações cívicas e comunitárias, associações políticas nomeadamente as juventudes partidárias e que estejam informados sobre assuntos que afectam o nosso país”, indicou.

Paulo Veiga disse ainda que hoje Cabo Verde celebra não apenas a liberdade e a democracia, mas também uma vitória histórica sobre a luta sobre o paludismo.

“O país se destaca não apenas como um exemplo notável de progresso na saúde, mas como uma Nação que lidera pelo exemplo, inspirando outros países a abraçarem a excelência em múltiplos sectores para construir um futuro mais saudável e democrático para todos”, conclui.

O 13 de Janeiro é a data em que, pela primeira vez, em 1991, os cabo-verdianos exerceram o seu direito de voto nas primeiras eleições multipartidárias, após 15 anos em regime de partido único.

As primeiras eleições multipartidárias no arquipélago foram ganhas pelo MpD, partido que regressou ao poder em 2016, após 15 anos na oposição e ao qual a data está mais associada.

Inforpress

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