
Este domingo, encerra o ano de 2023, e celebra-se a chegada de 2024. E como em todo o mundo, o sentimento é diferente para todos. Dia de despedida deste ano e expectativa que o ano vindouro seja melhor.
Que os objetivos estabelecidos sejam cumpridos e as metas alcançadas e as velhas promessas de deixar para trás o que não nos serve mais, de aprender algo novo ou terminar aquele projeto inacabado. A esperança se renova de ano para ano.
Não falta o fogo-de-artifício a anunciar o Novo Ano, alguns com música e/ou temáticos em todas as ilhas. São muitos os eventos, sem desculpas para quem gosta de dar um pé de dança, num réveillon com muita gente à volta e ao som das principais bandas e Djs da actualidade local.
Em São Vicente, o palco já está montado para mais um baile popular para dar as boas vindas ao ano 20234, que arrancou, ontem, sábado, 30 com as atuações, embora com duas horas de atraso do rapper Batchart, Mo Kalamity, e encerrou a noite com Dynamo, já passava das 4 horas.
O local, de ano para ano, tem atraído milhares de pessoas que optam pela festa na Rua de Lisboa, em vez dos “famosos” bailes privados nos hotéis, com preços desde dos quatro aos sete mil escudos. Uma iniciativa da edilidade mindelense que tem merecido o apoio de todos os que procuram algo diferente.
Este ano, o show de 31 está garantido com os artistas Nelson Freitas e Djodje, Plutónio e Elji Beatzkilla. Mas antes, logo após os fogos, a Banda Serenata abre o palco para as festividades, com entrada gratuita para quem quiser aproveitar.
Entretanto, antes o foco estará centrado, como é tradição na Avenida Marginal. Jovens, idosos, passando por crianças e adolescentes adultos, estrangeiros e nacionais, bem como os emigrantes com saudades de casa, se vão posicionar na avenida, ainda antes da meia-noite.
Aliás, o correto seria dizer que a partir das 23 horas a movimentação começa no local. A expectativa é grande, o momento é um dos mais aguardados do mês, senão do ano.
O olhar para o céu, o coração a bater de ansiedade, sabe-se o que vai acontecer, mas ainda assim não se pode evitar o sentimento que bate em todos os presentes. Corações apertados, os abraços de amigos, namorados e familiares. A sintonia é perfeita para todos e pode-se dizer que o momento que antecipa a explosão do primeiro fogo-de-artifício, não muda de ano para ano.
Isso é o que vai acontecer na meia-noite de 31 de Dezembro, esta segunda-feira. Milhares de pessoas que anualmente escolhem a cidade para assistir aos fogos de artifícios e também sem esquecer o banho de mar que muitos teimam dar, todos os ano para, de acordo com os mesmos, entrar no novo com “alma lavada”.
Basta relembrar também o tradicional recordai, que tende a desaparecer mas que ainda teima em prevalecer, pelo menos nos bairros periféricos da cidade.
As crianças com chocalhos, latas e outros instrumentos, começa ao anoitecer, de porta a porta a tocar a cantar o “senhor Silvestre” que tem como objectivo amealhar mais algum dinheiro para o passeio do dia 01 de Janeiro.