Setor da saúde:  UCID quer saber se é desta que as promessas vão sair do papel

5/12/2023 16:17 - Modificado em 5/12/2023 16:18

A União Cabo-verdiana Independente e Democrática (UCID) destacou as preocupações persistentes no setor da saúde, principalmente no que se refere a investimentos, infraestruturas, recursos humanos e políticas de evacuação. A UCID instou à ação imediata para transformar as promessas no Orçamento de Estado (OE) em ações concretas.

A conferência da antevisão da 1ª Sessão Parlamentar de Dezembro, realizada pela UCID na sua sede em São Vicente, concentrou-se em questões críticas relacionadas com o setor da saúde. A Ministra da Saúde foi submetida a um escrutínio detalhado, com a UCID reiterando preocupações recorrentes que continuam sem solução.

A UCID, na voz da sua deputada Zilda Oliveira, sublinhou a necessidade urgente de construção de infraestruturas de saúde, previstas no OE 2024, mas que já constavam nos orçamentos de 2022 e 2023 sem execução até ao momento. 

Entre elas, destacam-se Centros de Saúde em diversos municípios, a Maternidade e pediatria, a Unidade de Cuidados Intensivos no Hospital Baptista de Sousa (HBS), o Centro Ambulatorial, o Centro de Simulação Médica e o Centro Técnico de Manutenção de Equipamentos Médicos na Praia.

Uma outra preocupação do partido prende-se com a carência de ambulâncias para o programa de emergência médica em alguns municípios, a falta de equipamentos e consumíveis, e a necessidade de um aparelho de TAC para o HBS. 

No que diz respeito ao quadro de pessoal, a UCID sublinhou a urgência de novas contratações, formação e capacitação para atender às necessidades do país, ainda aquém das recomendações da Organização Mundial da Saúde (OMS) que sugere 2 a 3 trabalhadores de saúde por habitante.

A problemática das evacuações internas e externas também foi abordada, destacando a falta de ambulâncias nos municípios e ilhas, além do sistema de transporte deficitário. 

“Mostra-se necessário, desde há muito, encontrar melhores políticas de evacuação interna e externa, o que obriga à criação de condições em termos de infraestruturas, de equipamentos de diagnóstico e investimentos na especialização do quadro de pessoal”, comentou a deputada.

Os democratas-cristãos ressaltaram a importância do agendamento de uma iniciativa para estabelecer as bases do transplante renal, considerado um passo positivo. 

Além disso, a preocupação com a humanização dos serviços e a necessidade de aumentar a capacidade de resposta foram reforçadas como medidas cruciais para combater o estigma e a discriminação no setor de saúde. 

Além do debate com a ministra da saúde, a agenda será marcada aprovação de projeto e Propostas de Lei. 

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