Governo reforça compromisso para eliminar a transmissão do VIH até 2024 e acabar com a Sida até 2030

1/12/2023 15:11 - Modificado em 1/12/2023 15:11

O ministro de Estado, Família, Inclusão e Desenvolvimento Social reforçou hoje o compromisso do Governo em eliminar a transmissão do VIH até 2024 e acabar com a Sida, enquanto ameaça pública, na população em geral até 2030.

Fernando Elísio Freire, que falava no acto central das comemorações do Dia Mundial da Luta contra a Sida, que decorreu na Escola Polivalente Cesaltina Ramos, na ASA, apontou a prevenção e a educação como a chave principal para o combate à doença.

“Para combater a Sida, a prevenção é chave e isso começa com a educação: educação para saúde sexual com promoção de relacionamentos saudáveis onde se estimula os jovens a usarem preservativos e na realização de testes regulares”, disse, ressaltando que a cultura nunca deve ser uma desculpa para actos irresponsáveis e nem violadora de direitos humanos.

Na sua intervenção Fernando Elísio dirigiu-se aos jovens atribuindo-lhes um papel “importante” nesta luta, enfatizando saber estes o papel da liberdade, da democracia, da tolerância, da solidariedade e da sua acção na luta contra a eliminação da sida na sociedade cabo-verdiana.

Referindo-se ao VIH/Sida, indicou que o país tem metas ambiciosas alinhadas com os direitos internacionais e focadas na prevenção, tratamento humanizado e inclusivo.

“Em 2004 introduzimos o tratamento antirretroviral que representou um marco importante, e actualmente existe no país um pacote de cuidados que abrange desde informação, aconselhamento, atendimento psicológico, oferta de testes e preservativos, a tratamento gratuitos em todos os centros de saúde”, afirmou.

O governante, que admite que as metas, neste domínio, são ambiciosas, adiantou que a eliminação que o país quer vai ser conseguido com o apoio de todos, particularmente com os que recebem tratamento e saibam dos progressos notáveis que conseguiram a carga indetectável.

O representante residente do PNUD, UNICEF e UNFPA em Cabo Verde, David Matern, colocou o engajamento da sociedade civil e da comunidade no centro das respostas por terem estes contribuído para reduzir resultados a nível global sendo que a prevalência reduziu de 0.8% para 0.6%.

Na sua comunicação baseou-se na mensagem do secretário geral das Nações Unidas, sublinhando que a morte por HIV reduziu-se em quase 70 % desde a sua aparição em 2004 e que as novas infecções estão de forma mais baixa desde 1984.

“Podemos acabar com a sida como ameaça para saúde pública até 2030. O caminho para acabar com a sida passa pelas comunidades desde a adesão das pessoas ao tratamento, serviços e apoio de quem necessita até ao activismo de base que promovam acções para que todas as pessoas possam usufruir o seu direito à saúde”, disse.

Para que isso aconteça, realçou, é preciso que se coloque a liderança comunitária nos centros dos planos, programas, orçamentos e esforços de monitorização de VIH.

“Acima de tudo precisamos de financiamento para dar resposta ao tratamento da sida nos países de baixo rendimento e que necessitam de mais de 8 mil milhões de dólares por ano para ser totalmente financiado”, frisou, salientando a necessidade de se incluir o aumento em programas locais liderados por pessoas que vivem com VIH.

A sida pode ser vencida e por isso vamos apoiar as comunidades a ajudarem as pessoas dos seus bairros, países e no mundo, precisou.

Cabo Verde registou 315 novos casos de infeção por VIH até Setembro de 2023, realizou 23 mil testes e as mulheres continuam a ser a população mais afectada com 7% dos 0.6% da prevalência existente a nível da população no geral.

Inforpress

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