
Neste momento, Cabo Verde enfrenta uma preocupante situação com 40 casos suspeitos de dengue, distribuídos em diversas regiões do país. A cidade da Praia lidera as estatísticas, contabilizando 17 casos, seguida pelo Fogo com 20, São Domingos, Santa Cruz e Ribeira Grande de Santiago, cada um com um caso. Entretanto, as duas pessoas diagnosticadas na Praia já estão curadas.
A delegada de saúde da Praia, Ulardina Furtado, em declarações à rádio pública, informou sobre a recuperação das duas pessoas anteriormente diagnosticadas com dengue na capital. Apesar disso, a Praia ainda aguarda os resultados dos exames de despiste para 17 outros casos suspeitos, enfatizando a necessidade de manter a vigilância.
“Os dois casos confirmados estão totalmente recuperados. Embora tenham sido hospitalizados, encontram-se agora em casa, superando a fase crítica. Contudo, os casos suspeitos são tratados com a mesma seriedade, uma vez que implementamos medidas preventivas em casa e na comunidade”, disse a responsável que acrescentou que não podem esperar pelos resultados para agir.
As autoridades de saúde fazem um apelo veemente à população para colaborar ativamente na prevenção e no combate à dengue.
Ulardina Furtado destaca a importância da precaução, especialmente em ambientes domésticos, convocando cidadãos, câmaras municipais, instituições públicas e privadas, bem como organizações da sociedade civil, a unirem esforços nesse sentido.
A ministra da Saúde, Filomenas Gonçalves, assegura que Cabo Verde está preparado para responder a um eventual aumento de casos.
“Possuímos todos os recursos necessários, desde testes rápidos até PCR, e o Instituto Nacional da Saúde Pública tem capacidade total”, afirmou a governante que adiantou que no entanto, seguem os protocolos de investigação da saúde pública, confirmando os casos em instituições como o Instituto Pasteur para garantir a precisão.
A mesma sublinhou a obrigação de levar a sério a luta contra a dengue, “porque dengue mata.”
Cabo Verde, sazonalmente afetado por doenças transmitidas por mosquitos, como dengue, zika e paludismo, insta cada cidadão a adotar medidas preventivas.
A eliminação de possíveis criadouros do mosquito Aedes Aegypti, como água armazenada em vasos de plantas, lagões, pneus, garrafas plásticas e piscinas sem uso, é destacada como a melhor forma de prevenção.