
O Sindicato Democrático dos Professores (Sindprof) manifestou preocupações quanto às condições de trabalho dos professores, alegando desmotivação e falta de respostas do governo às pendências. Esta posição surge apesar das declarações do Ministro da Educação, que garantiu que as infraestruturas educativas foram melhoradas e que o processo de transferência e colocação de novos professores foi concluído.
A reação do Sindprof, na sua página de Facebook, surgiu na sequência das declarações do Ministro da Educação, durante uma entrevista à rádio pública, em que afirmou que o país está pronto para iniciar o ano letivo 2023/2024, destacando que mais de 130 milhões de escudos foram investidos na melhoria das infraestruturas educativas e que o processo de transferência e colocação dos novos professores foi concluído com sucesso.
No entanto, o Sindprof, o sindicato que representa uma grande parte dos professores cabo-verdianos, expressou sérias preocupações com as condições de trabalho da classe. O sindicalista alega que “a classe docente está desmotivada, desnorteada e sem motivo de alegria para um novo ano letivo”.
O sindicato também aponta para a falta de um cronograma para resolver as pendências que foram discutidas em reuniões com o Ministro da Educação.
“A classe está doente porque os seus problemas continuam sendo ignorados pelo Governo. Há todos os dias entradas nos Serviços dos Recursos Humanos do Ministério da Educação, entradas de pedido de licenças sem vencimento”, declarou o sindicato justificando que “o poder de compra aumentou, a inflação subiu, a vida está cada dia mais difícil, e o professor não aguenta mais”.
O mesmo lembrou que há mais de 10 anos não se vê uma atualização salarial na classe docente, enquanto se assiste através do boletim oficial, muitas promoções e progressões nas outras classes profissionais do Estado.
O sindicato afirma que o governo não está priorizando o setor da educação e seus atores, apesar dos investimentos em infraestruturas, e que a classe está considerando outras formas de luta para pressionar o governo a abordar as preocupações dos professores.
O início das aulas está previsto para o dia 18 de setembro, com uma cerimônia oficial no município da Ribeira Grande, Santo Antão.
Arménia Chante – estagiária