Selecionador de Cabo Verde alega falta de imparcialidade da FIBA na proteção de jogadores

31/08/2023 15:06 - Modificado em 31/08/2023 15:06
@ Federação cabo-verdiana de Basquetebol

O selecionador nacional de basquetebol de Cabo Verde, Emanuel Trovoada, lançou críticas à FIBA por suposta falta de proteção ao jogador Edy Tavares durante o Mundial de Basquetebol.

Trovoada desafiou a FIBA a analisar de forma detalhada os jogos e a garantir tratamento equitativo aos atletas, alegando que a imparcialidade afeta a integridade da competição.

Em conferência de imprensa realizada no Japão, sobre a derrota contra a Finlândia (77-100), o selecionador nacional Emanuel Trovoada expressou preocupações em relação à imparcialidade da FIBA na proteção dos jogadores durante o Mundial de Basquetebol.

Trovoada direcionou seu foco para Edy Tavares, jogador cabo-verdiano e destaque internacional no basquete, instando a FIBA a assegurar que o atleta seja tratado com justiça e protegido de faltas excessivas e contato desleal por parte dos adversários.

“É impossível como o jogador [Edy Tavares] não consegue jogar com tantas palmadas nas mãos e empurrões, mas quanto aos adversários, o mínimo de toque são faltas. Se querem ter os melhores jogadores nesta competição, a FIBA tem de respeitar os atletas, porque senão eles ficam pela EuroLeague e já não vem nas próximas competições”, denunciou o técnico nacional.

“Deixo uma palavra de alerta à FIBA, que tem protegido sempre os seus jogadores. Não vou citar nomes, ontem vimos, nós vimos. Tavares é o melhor poste da Europa, sofre 20 faltas ou mais durante o jogo e os árbitros não têm o mesmo respeito por ele como tem para com outros jogadores”, denunciou o selecionador cabo-verdiano.

O treinador dos Tubarões Azuis, nome por que é conhecida a selecção crioula, aproveitou a ocasião para enaltecer os esforços dos seus jogadores, apesar do desaire ante a Finlândia, alegando que “em menos de 24 horas e depois de um esforço enorme no embate contra  Eslovénia” souberam dignificar a camisola nacional.

Realçou que fisicamente a equipa da Finlândia estava mais fresca que os cabo-verdianos e que a formação europeia soube tirar proveito, porque tinha mais um dia de descanso em relação a Cabo Verde.

“Foi um jogo difícil, também em termos defensivos. Nossos tiros exteriores não funcionaram”, assegurou.

Cabo Verde que está na corrida com as restantes equipas africanas, designadamente Sudão do Sul, Angola, Costa do Marfim e Egipto, para a qualificação olímpica Paris’2024, volta a competir no sábado, 02 Setembro, frente ao Japão, no Mundial que decorre no Japão, Filipinas e Indonésia.

Inforpress

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