Porto Novo pede hospital, Governo anuncia reabilitação da Delegacia de Saúde

30/10/2026 14:49 - Modificado em 30/10/2026 17:01

A construção de um hospital está entre as prioridades apresentadas pela Câmara Municipal do Porto Novo ao ministro da Saúde, Lúcio Fernandes. Para já, a resposta anunciada pelo governante é a reabilitação da Delegacia de Saúde, cujas instalações reconheceu já não reunirem condições adequadas de funcionamento.

O encontro entre o ministro e o executivo camarário permitiu discutir os constrangimentos dos serviços de saúde no concelho e as necessidades das comunidades. Segundo uma nota da autarquia, além do hospital, foram apresentados pedidos de reforço das consultas médicas nas localidades, reabilitação das unidades sanitárias de base e contratação de mais profissionais.

A Câmara colocou também sobre a mesa a criação de residências para enfermeiros em zonas distantes e a disponibilização de ambulâncias, sobretudo para o Centro de Saúde da Ribeira das Patas.

Sobre a intervenção na Delegacia de Saúde, Lúcio Fernandes anunciou a deslocação a Santo Antão, em 8 de novembro, de uma equipa responsável pelas obras. Em colaboração com o gabinete técnico municipal, deverá realizar um levantamento das necessidades de intervenção.

O ministro admitiu que as instalações, com 25 anos de funcionamento, estão deterioradas e precisam de obras para melhorar as condições de atendimento dos utentes e de trabalho dos profissionais. Não foram indicados, no anúncio, o orçamento nem o prazo de execução.

Já quanto ao Centro de Saúde da Ribeira das Patas, o governante afastou a possibilidade de alargar o horário de funcionamento, invocando a falta de recursos humanos. A necessidade de ampliar o acesso aos cuidados esbarra, assim, na insuficiência de profissionais disponíveis.

A reunião deixou duas respostas distintas: a reabilitação da Delegacia avança para a fase de levantamento técnico; a construção do hospital permanece entre as reivindicações municipais, sem compromisso de execução anunciado na informação divulgada.

Para o Porto Novo, fica uma expectativa e uma limitação: melhorar o edifício onde se prestam cuidados é necessário, mas as paredes recuperadas não preenchem as escalas de serviço. Na Ribeira das Patas, o horário continuará a ser determinado pela falta de pessoal.

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