Gonzalo deixa rasto de estragos em várias ilhas mas sem vítimas confirmadas

26/09/2026 14:13 - Modificado em 26/09/2026 14:13

A passagem da tempestade tropical Gonzalo por Cabo Verde deixou um rasto de ocorrências em várias ilhas, desde inundações e danos em hotéis no Sal a quedas de árvores, cortes de energia, estruturas danificadas e prejuízos em terrenos agrícolas. Apesar dos estragos, até ao momento não há confirmação oficial de mortos ou feridos associados à tempestade.

O balanço começa a ganhar dimensão nacional à medida que as autoridades locais avaliam os efeitos da passagem de Gonzalo.

O cenário mais significativo continua a ser registado no Sal, particularmente em Santa Maria, onde a forte agitação marítima conjugada com a maré alta fez o mar avançar sobre a zona turística.

A água invadiu unidades hoteleiras, incluindo Morabeza, Belo Horizonte e Hilton, e inundou beach clubs junto ao areal. Foram igualmente registadas quedas de árvores e chapas, além de danos em postos de iluminação pública.

A Protecção Civil Municipal classificou os estragos em Santa Maria como consideráveis.

Santiago: árvores caídas e chapas levantadas

Em Santiago Norte, a Protecção Civil confirmou quedas de árvores em São Lourenço dos Órgãos e São Salvador do Mundo.

Nos dois casos, a Estradas de Cabo Verde foi mobilizada para retirar as árvores e desobstruir as vias.

Em Santa Catarina de Santiago, os Bombeiros Municipais registaram durante a noite vento e chuva fortes, com quedas de árvores e levantamento de chapas em algumas localidades.

Apesar das ocorrências, o presidente do Serviço Nacional de Protecção Civil e Bombeiros, Domingos Tavares, informou que não foram registados incidentes ou danos de maior gravidade em Santiago Norte.

São Nicolau com danos agrícolas e falhas de energia

Em São Nicolau, foram reportados danos em terrenos agrícolas e interrupções no fornecimento de energia eléctrica na zona leste do concelho da Ribeira Brava.

No Fogo, a chuva atingiu sobretudo as zonas altas, tendo sido observado escoamento de águas em Chã das Caldeiras. Até ao momento, não há indicação confirmada de vítimas ou danos graves associados a essas ocorrências.

No Maio, o vento já tinha provocado quedas de árvores em Porto Inglês e noutras localidades, além de danos em estruturas metálicas próximas de habitações.

Boa Vista mobilizou equipas durante 24 horas

Na Boa Vista, a Câmara Municipal e a Protecção Civil colocaram equipas de prevenção no terreno durante 24 horas.

A ilha registou a queda de uma árvore na zona do Estoril e deslocação de chapas de vedação de obras para a via pública, mas os bombeiros indicaram que não existiam danos materiais de relevo.

As condições meteorológicas levaram ainda à suspensão das actividades lectivas e ao adiamento de vários eventos.

Sem vítimas confirmadas

Apesar da extensão geográfica das ocorrências e dos estragos significativos registados sobretudo no Sal, não existe, até ao momento, confirmação oficial de mortos ou feridos provocados pela passagem de Gonzalo por Cabo Verde.

Também ainda não foi divulgado um balanço nacional definitivo que quantifique os prejuízos materiais provocados pela tempestade.

Com Gonzalo já em processo de enfraquecimento e afastamento do arquipélago, as próximas horas deverão permitir às autoridades municipais e à Protecção Civil fazer uma avaliação mais completa dos danos.

O Notícias do Norte continuará a acompanhar os balanços oficiais, nomeadamente eventuais danos em habitações, estradas, redes de energia e telecomunicações, agricultura e infra-estruturas turísticas.

NN

Comente a notícia

Obrigatório

Publicidades
© 2012 - 2026: Notícias do Norte | Todos os direitos reservados.