
O presidente da Câmara Municipal de São Vicente, Augusto Neves, considerou a aprovação do orçamento municipal um passo importante para a continuidade do processo de reconstrução e desenvolvimento da ilha.
O orçamento, aprovado com os votos favoráveis do MpD e da UCID, está fixado em 1,35 mil milhões de escudos cabo-verdianos, um montante inferior ao orçamento de 2026, que rondou os 1,45 mil milhões de escudos, devido à inclusão, no ano anterior, de um empréstimo bancário de cerca de 100 milhões de escudos.
Para Augusto Neves, a aprovação deste instrumento é fundamental para garantir o funcionamento da Câmara Municipal, assegurar o pagamento dos funcionários e cumprir as responsabilidades da autarquia, mas sobretudo para concretizar investimentos destinados à melhoria da qualidade de vida dos munícipes.
“É um orçamento importantíssimo, principalmente no processo de reconstrução de São Vicente”, afirmou o autarca, destacando o apoio do MpD e da UCID à aprovação do documento.
Neves criticou, por outro lado, a posição do PAICV, acusando o partido de votar contra os documentos apresentados pela Câmara Municipal. Segundo o presidente da autarquia, a não aprovação do orçamento teria consequências sobretudo para os munícipes, condicionando investimentos e a execução de obras.
Entre as principais prioridades definidas para o próximo período estão o processo de reconstrução da ilha, a implementação do plano de drenagem, a requalificação urbana e a intervenção em bairros e estradas que apresentam problemas.
Augusto Neves reconheceu a existência de várias zonas que necessitam de intervenção e garantiu que a autarquia pretende dar continuidade aos trabalhos de requalificação.
O presidente da Câmara defendeu ainda que o orçamento foi elaborado tendo em conta a capacidade real de execução da autarquia.
“Não vale a pena colocar valores no orçamento como previsão e depois não executar esses valores”, afirmou, justificando a opção por um orçamento de 1,35 mil milhões de escudos.
Questionado sobre as críticas apresentadas durante a discussão do orçamento, nomeadamente em relação à forma técnica e contabilística como alguns elementos foram apresentados, Augusto Neves afirmou que a Câmara está disponível para ouvir as observações dos eleitos municipais.
O autarca reconheceu, contudo, que os eleitos não são especialistas em contabilidade e explicou que a elaboração dos mapas orçamentais segue critérios técnicos e contabilísticos específicos.
Segundo Augusto Neves, durante a discussão do plano de atividades e orçamento, a direção de contabilidade da Câmara Municipal esteve presente para esclarecer os mapas e responder às dúvidas dos eleitos.
O presidente da autarquia salientou ainda que os serviços técnicos da Assembleia Municipal estão disponíveis para prestar esclarecimentos sobre as questões contabilísticas antes da votação dos documentos.
Para Augusto Neves, a intervenção dos eleitos é essencialmente política, enquanto as questões técnicas devem ser esclarecidas pelos profissionais da área.
Apesar das divergências e das discussões durante a sessão, o presidente da Câmara considerou positivo o resultado final e garantiu que a autarquia vai trabalhar para executar integralmente o plano aprovado.
“São Vicente tem um bom plano de atividades e orçamento e vamos fazer tudo para cumprir esse plano e executar esse plano a 100%”, afirmou.
NN