Tubarões Azuis recebem mais alta distinção nacional após qualificação histórica para o Mundial de futebol 2026

12/09/2026 14:24 - Modificado em 12/09/2026 14:27

Seleção Nacional de Futebol será condecorada com o primeiro grau da Ordem Amílcar Cabral pelo Presidente da República, José Maria Neves, hoje 12 de setembro que marca a data de nascimento de Amílcar Cabral.

A Seleção Nacional de Futebol de Cabo Verde, que se estreou este ano na fase final do Campeonato do Mundo da FIFA, vai ser distinguida com o primeiro grau da Ordem Amílcar Cabral. A condecoração será entregue pelo Presidente da República, José Maria Neves, numa cerimónia marcada para o Dia de Amílcar Cabral.

O agraciamento representa o reconhecimento do Estado pelo percurso histórico dos Tubarões Azuis e pelo impacto da qualificação inédita para o Mundial de 2026, que, segundo a Presidência da República, ultrapassa o domínio estritamente desportivo.

De acordo com o Decreto-Presidencial n.º 24/2026, de 10 de agosto, citado pela Presidência da República, a distinção é atribuída “em reconhecimento pelos extraordinários serviços prestados à Nação, pela contribuição excepcional para o prestígio internacional de Cabo Verde, pelo reforço da unidade e da autoestima nacionais e pelo exemplo transmitido às presentes e futuras gerações”.

Para José Maria Neves, a qualificação da Seleção Nacional para a fase final do Campeonato do Mundo representa uma das mais elevadas expressões do percurso coletivo de Cabo Verde enquanto país independente e soberano.

O Chefe de Estado considera que o combinado cabo-verdiano soube simbolizar “a capacidade de uma Nação insular de transformar limitações em oportunidades, talento em excelência e ambição em realização”.

A histórica presença dos Tubarões Azuis na competição mundial é também apontada como um momento de afirmação nacional e de projeção internacional de Cabo Verde, após cinco décadas de construção nacional e de progressiva afirmação no mundo.

Segundo o decreto presidencial, a Seleção Nacional demonstrou que “a grandeza de uma Nação não se mede pela sua dimensão territorial e demográfica, mas pela força dos seus valores, pela união do seu povo, pela capacidade de transformar adversidades em oportunidades e pela determinação com que prossegue os seus mais elevados desígnios”.

A distinção pretende ainda reconhecer a forma como os feitos da equipa nacional uniram as ilhas e a Diáspora em torno da mesma bandeira, reforçando sentimentos de orgulho, pertença e esperança.

O Presidente da República sublinha igualmente que esta conquista é resultado do trabalho, da dedicação e da perseverança de sucessivas gerações de atletas, treinadores, dirigentes, técnicos e demais agentes desportivos que, ao longo de décadas e perante limitações materiais e estruturais significativas, contribuíram para o desenvolvimento do desporto nacional.

Essas gerações, lê-se no decreto, “elevaram o nome de Cabo Verde nas mais diversas competições e criaram as condições para que este feito histórico se tornasse possível”.

E por isso, diz o documento que ao distinguir a Seleção Nacional de Futebol, a República de Cabo Verde presta, assim, homenagem não apenas aos atuais integrantes da equipa, mas também a todos os que, dentro e fora do país, contribuíram para a construção deste percurso.

NN

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