
A subida dos preços dos combustíveis, em vigor desde 1 de Setembro, está a reacender a preocupação entre condutores e passageiros em São Vicente, numa altura em que o custo de vida continua a pressionar os orçamentos familiares e o regresso às aulas se aproxima.
Nas ruas do Mindelo, o impacto do aumento já se faz sentir entre quem depende diariamente dos transportes para trabalhar, estudar, fazer compras ou deslocar-se dentro e fora da cidade.
Para muitos passageiros, qualquer aumento no preço das viagens representa uma nova despesa num orçamento familiar já condicionado pelo custo dos alimentos, da educação e de outras necessidades básicas.
Entre os condutores, a preocupação também é evidente. Quem passa grande parte do dia na estrada vê o combustível representar uma parcela cada vez maior dos custos de funcionamento, ao mesmo tempo que enfrenta a dificuldade de aumentar as tarifas sem penalizar ainda mais os passageiros.
A pressão sobre o sector aumentou depois de a gasolina passar a custar 175,40 escudos por litro e o gasóleo normal 169,40 escudos, na sequência da actualização dos preços pela Agência Reguladora Multissectorial da Economia (ARME).
O gasóleo normal registou uma subida de 7,49%, enquanto o aumento médio dos preços dos combustíveis foi de 4,51%.
Para os operadores de transporte, a subida significa mais custos diariamente, sobretudo para aqueles que dependem directamente do veículo para garantir o rendimento familiar.
No Mindelo, onde os hiaces e táxis asseguram uma parte importante das deslocações da população, a discussão sobre as tarifas ganha, por isso, uma nova dimensão.
Os condutores defendem que é necessário encontrar uma solução que permita absorver parte do aumento dos custos sem transferir todo o peso para os passageiros.
Do lado dos passageiros, a preocupação é sobretudo com o impacto que uma eventual subida das tarifas poderá ter no orçamento das famílias.