Siacsa anuncia greve de vigilantes de três dias em São Vicente para exigir cumprimento da tabela salarial

27/08/2026 16:34 - Modificado em 27/08/2026 16:34

O Sindicato da Indústria, Alimentação, Construção Civil e Afins (Siacsa) anunciou, no Mindelo, uma greve dos trabalhadores da segurança privada, prevista para os dias 4, 5, 6 e 7 de Setembro, para exigir o cumprimento da nova tabela salarial, das obrigações das empresas perante o INPS e melhores condições de trabalho.

O anúncio foi feito em conferência de imprensa pelo coordenador do Siacsa em São Vicente, Heidy Ganeto, que manifestou preocupação com o que considera ser uma situação de incumprimento no sector da segurança privada.

Segundo o sindicalista, algumas empresas ainda não estão a cumprir a nova tabela salarial dos vigilantes, em vigor desde 1 de Julho, apesar de os trabalhadores terem direito aos salários e restantes benefícios previstos no novo regime.

Heidy Ganeto apelou às empresas para que regularizem imediatamente qualquer situação de incumprimento e chamou igualmente a atenção para as obrigações perante o Instituto Nacional de Previdência Social (INPS), defendendo que os descontos dos trabalhadores devem ser devidamente processados.

O Siacsa pede também ao Governo um reforço da fiscalização às empresas de segurança privada, sobretudo no que diz respeito ao pagamento dos salários, cumprimento dos horários, condições de trabalho, legislação laboral e demais obrigações legais.

“Não estamos a pedir privilégios, estamos a pedir fiscalização, cumprimento da lei e respeito pelos trabalhadores”, afirmou Heidy Ganeto, defendendo que as empresas que cumprem as suas obrigações não devem ser prejudicadas por uma concorrência baseada no incumprimento dos direitos laborais.

Greve abrange três empresas

De acordo com o sindicato, a paralisação está prevista para as empresas Sepricaf, Silmac e Sonasa, abrangendo os vigilantes que decidirem aderir ao protesto.

Heidy Ganeto esclareceu que os trabalhadores não sindicalizados também podem aderir à greve, nos termos da lei, e manifestou disponibilidade para trabalhar com outros sindicatos e trabalhadores com o objectivo de reforçar a mobilização.

O coordenador do Siacsa revelou ainda que está a tentar reunir-se com o ministro da Administração Interna para apresentar as dificuldades enfrentadas pelo sector e voltou a criticar a fiscalização às empresas.

“Já é a segunda vez que o Governo cria a tabela salarial e o Estatuto dos Vigilantes e as empresas não cumprem”, afirmou.

Apesar do anúncio da paralisação, o sindicalista garantiu que a decisão “não foi tomada de forma leviana” e espera que, até ao início da greve, seja possível estabelecer um diálogo entre trabalhadores, empresas e entidades competentes para encontrar soluções para as reivindicações.

“Por detrás de cada vigilante existe um trabalhador, uma família e uma responsabilidade social. Salários justos, protecção social e condições dignas de trabalho não são privilégios, são direitos”, sustentou Heidy Ganeto.

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