
O ministro do Mar, João do Carmo, garantiu que o navio Djabraba, atualmente atracado em São Vicente para cumprir procedimentos técnicos e burocráticos, será destinado à linha marítima Brava-Fogo-Brava, devendo permanecer na ilha Brava para garantir também respostas em situações de emergência.
Durante uma visita ao navio, o governante explicou que a embarcação foi adquirida especificamente para assegurar a ligação entre as duas ilhas da região sul do arquipélago, destacando que a designação correta da rota é Brava-Fogo-Brava, uma vez que o navio deverá pernoitar na Brava.
“Este é um navio específico para a linha Brava-Fogo-Brava. Deve permanecer todas as noites na ilha Brava para, em situações de emergência, poder fazer evacuações e atender qualquer necessidade da população”, afirmou João do Carmo.
Segundo o ministro, após a conclusão dos processos de inspeção e certificação conduzidos pelo Instituto Marítimo Portuário, o navio seguirá para a Brava, onde será definida a forma de exploração da ligação marítima.
A previsão é que a operação seja entregue a um armador através de um contrato, sendo escolhida a entidade que apresentar melhores condições para garantir o serviço.
“Vamos analisar como é que a exploração será feita, provavelmente com algum contrato com um armador que ofereça as melhores condições e em que todos possam ganhar, tendo sempre como objetivo principal servir a população da Brava e do Fogo e também contribuir para o turismo nacional”, explicou.
João do Carmo afirmou que o Djabraba representa apenas o início de um plano mais amplo para melhorar a ligação marítima entre as ilhas. O ministro anunciou que Cabo Verde poderá receber ainda este ano mais um navio, o Jean Tavares, uma embarcação de maior capacidade que está atualmente em processo de adaptação na China.

O navio deverá ser preparado para transportar cerca de 250 passageiros e terá capacidade para operar nos diferentes portos do país.
“É um navio com características que servem o nosso mar. Pode atracar em qualquer porto de Cabo Verde e vai permitir um salto significativo na conectividade marítima entre as ilhas”, afirmou.
Para 2027, o Governo prevê novos investimentos no setor, com a entrada de mais embarcações, numa estratégia que pretende reduzir as limitações existentes no transporte marítimo nacional.
O ministro reforçou ainda que o objetivo é concretizar a implementação de uma tarifa única de 500 escudos para os transportes marítimos interilhas a partir de janeiro de 2027.
Sobre as condições do Djabraba, João do Carmo afirmou que as informações recolhidas junto dos especialistas e da tripulação indicam que a embarcação está preparada para cumprir a missão para a qual foi adquirida.
O navio tem capacidade para 82 passageiros e, segundo o governante, apresenta motores em bom estado de funcionamento.
“É um navio que está em bom estado e que poderá fazer diariamente, ou cinco vezes por semana, a ligação Brava-Fogo-Brava. A população da Brava e do Fogo ficará satisfeita por ter uma embarcação que garante esta ligação e que também responde às necessidades de emergência”, afirmou.
Questionado sobre se considera que o Estado fez uma boa aquisição, o ministro disse que o Governo assumiu o processo encontrado e decidiu dar continuidade ao compromisso.
“Encontrámos este negócio feito e encaramos todos os compromissos do Estado como compromissos de Cabo Verde. Vamos aproveitar este investimento e colocá-lo ao serviço da região Brava-Fogo e da região sul do país”, concluiu.