A segunda edição do Volleyball World Beach Pro Tour Futures, realizada na Praia da Laginha, em São Vicente, chegou ao fim após quatro dias de competição que reuniram atletas de cerca de 17 nacionalidades, consolidando Cabo Verde como um destino de referência para o voleibol de praia internacional.

No encerramento da prova, o Ministro do Desporto, António Duarte destacou o impacto do evento na promoção internacional do país, sublinhando que a competição representa uma importante montra para Cabo Verde.
“O país está completamente exposto ao mundo. A visibilidade de Cabo Verde neste momento é notória”, afirmou.
O governante garantiu que o Executivo continuará a apoiar iniciativas desta dimensão, considerando que eventos internacionais como o Pro Tour contribuem para reforçar a imagem do arquipélago e impulsionar o desenvolvimento da modalidade.
Para a próxima edição, o objetivo passa por aumentar a dimensão da prova, com mais equipas participantes e um maior número de dias de competição, potenciando ainda mais a projeção internacional de Cabo Verde.
Contudo, o ministro defendeu que o crescimento da modalidade deve começar pela base, através do investimento na formação e na criação de melhores condições de treino ao longo de todo o ano.
“A visão do Governo é apostar fortemente na formação em todas as modalidades. Temos vários parceiros interessados em apoiar o desenvolvimento do futebol, do ténis, do voleibol, do basquetebol e do andebol. Queremos criar sustentabilidade e preparar atletas de alta competição para o futuro”, referiu.
Questionado sobre o apelo lançado pela dupla masculina cabo-verdiana, que defendeu uma maior valorização dos atletas nacionais para que deixem de participar apenas para ganhar experiência e passem a lutar por títulos, o ministro considerou que não se trata de uma crítica, mas sim de um incentivo para reforçar a competitividade interna.
Segundo António Duarte, é essencial criar um calendário competitivo consistente a nível nacional para permitir que os atletas cheguem mais preparados às provas internacionais.
Também satisfeito com a evolução das seleções nacionais mostrou-se o selecionador brasileiro Márcio Araújo, que classificou a prestação cabo-verdiana nesta segunda participação no circuito mundial como um sinal claro do crescimento da modalidade.
O técnico recordou que, na edição anterior, Cabo Verde conseguiu apenas uma vitória, enquanto este ano conquistou quatro triunfos e esteve muito perto de alcançar as meias-finais.
“Estamos a competir contra algumas das maiores potências mundiais, como Holanda, Alemanha, Polónia e Estados Unidos. Disputar os jogos de igual para igual deixa-nos muito orgulhosos”, afirmou.
Para Márcio Araújo, Cabo Verde possui qualidade física e técnica suficiente para competir ao mais alto nível, faltando apenas dar continuidade ao processo competitivo para que os atletas ganhem experiência em contextos de elevada pressão.
“O potencial existe. Precisamos de viver mais estes momentos competitivos para que os atletas percebam que é possível lutar pelos melhores resultados”, destacou.
O treinador acredita que o projeto está a evoluir rapidamente e admite que, mantendo o atual percurso, Cabo Verde poderá, num futuro próximo, conquistar medalhas em etapas do circuito mundial.
Entre as prioridades apontadas pelo técnico está igualmente o reforço das competições nacionais.
A proposta passa pela realização de três a quatro etapas do circuito nacional, culminando com uma fase final, permitindo aos atletas competir regularmente e chegar melhor preparados às provas internacionais.
A segunda edição do Pro Tour Futures termina, assim, com um balanço amplamente positivo, reforçando a ambição de transformar Cabo Verde num palco cada vez mais competitivo do voleibol de praia internacional e de criar bases sólidas para o desenvolvimento da modalidade no país.
NN