São Vicente: coveiros e nadadores salvadores acusam Câmara de não cumprir obrigações – Augusto Neves nega

17/04/2026 14:53 - Modificado em 17/04/2026 14:53


A ameaça de paralisação paira sobre a ilha de São Vicente, com coveiros municipais e nadadores salvadores a admitirem avançar para greve já em maio, caso não haja resposta às reivindicações apresentadas.

Em causa estão aumentos salariais, melhores condições de trabalho e regularização de direitos laborais considerados básicos.

Os coveiros municipais exigem a atualização dos salários para 25 mil escudos, além da criação de um seguro de risco e de acidentes de trabalho, fornecimento adequado de equipamentos de proteção individual e a regularização da situação junto do INPS.

Segundo o sindicato SIACSA, três dos oito profissionais ainda não estão inscritos no sistema de segurança social.

Heidy Ganeto, coordenador regional do SIACSA, garante que o sindicato continua aberto ao diálogo, mas alerta que a ausência de respostas concretas poderá levar à entrega de um pré-aviso de greve.

A tensão estende-se também aos nadadores salvadores, cuja situação foi denunciada publicamente na Praia da Laginha. Em causa estão subsídios de risco e reajustes salariais que, segundo o sindicato, permanecem por resolver desde 2024.

O porta-voz dos profissionais, Victor Lopes, confirma as pendências, reforçando o descontentamento da classe.

Reagindo as críticas, o presidente da Câmara Municipal de São Vicente, Augusto Neves, garante cumprimento das obrigações.

O autarca começou por apontar, o que considera serem tentativas de instrumentalização política, sobretudo em contexto eleitoral, defendendo que as questões laborais devem ser tratadas com responsabilidade e sem aproveitamentos.

Relativamente aos bombeiros municipais, que recentemente se manifestaram durante as comemorações dos 147 anos da elevação do Mindelo a cidade, a autarquia garante que todos os vencimentos e subsídios estão regularizados e pagos dentro dos prazos legais.

Segundo Augusto Neves, estes profissionais auferem, em média, mais de 85 mil escudos mensais, incluindo complementos como subsídio de risco, piquete, horas extraordinárias e abono familiar.

“A Câmara assegura ainda a alimentação diária dos efetivos em serviço, com um encargo mensal estimado em cerca de 180 mil escudos, bem como o pagamento de serviços prestados fora do horário normal”, justificou Neves.

O edil destacou a capacidade de resposta do município em situações exigentes, como a tempestade Erin, e o sucesso dos eventos culturais da ilha, sublinhando o papel da união dos sanvicentinos.

O impasse entre os bombei, nadadores salvadores, coveiros e a Câmara Municipal, poderá agora evoluir para uma paralisação que ameaça afetar serviços essenciais na ilha.

NN

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