Governo lança processo que vai definir regras de uso, preservação ambiental e zonas de investimento na ilha.

Foi lançado hoje, o processo de elaboração do Plano de Ordenamento da Orla Costeira e do Mar Adjacente da Ilha de São Vicente, um instrumento estratégico, que segundo o ministro do mar vai orientar o desenvolvimento sustentável da faixa costeira, conciliando preservação ambiental, valorização paisagística e investimento económico.
Segundo Jorge Santos, este plano permitirá identificar as áreas prioritárias para o desenvolvimento, as zonas a proteger devido ao seu elevado valor ambiental e os espaços adequados para investimentos. “Vai permitir definir critérios claros para garantir o equilíbrio necessário entre o crescimento económico e a preservação da orla costeira, das suas espécies e da sua beleza natural”, sublinhou.
O governante destacou ainda que se trata de um instrumento de planeamento participativo, envolvendo vários atores institucionais, como as câmaras municipais, a Zona Económica Especial do Mindelo, responsável pela gestão das Zonas de Desenvolvimento Integrado Turístico (ZDI), bem como as entidades responsáveis pelas áreas protegidas da ilha.
O plano abrangerá todas as zonas costeiras de São Vicente, incluindo praias emblemáticas como Lajinha, Galé, Calhau e Praia Grande, além das encostas, vales e restantes áreas do território. “É um plano global, que vai estabelecer regras de utilização, preservação e ordenamento do espaço costeiro”, explicou o ministro.
De acordo com Jorge Santos, nesta fase não é possível avançar com valores financeiros, uma vez que se trata de um plano geral. Os montantes só serão definidos numa etapa posterior, com a elaboração dos planos de pormenor e dos projetos de ordenamento turístico, onde serão concretizados os investimentos.
O lançamento do plano marca o início efetivo dos trabalhos no terreno. As equipas técnicas já estão mobilizadas, os concursos públicos foram concluídos e as empresas responsáveis pela elaboração do plano encontram-se selecionadas. “Estamos a dar o primeiro passo num processo fundamental para o futuro da gestão territorial da ilha”, afirmou.
Este plano junta-se a outros já elaborados ou em fase de desenvolvimento em ilhas como Santiago, Boa Vista e Sal, reforçando a estratégia nacional de planeamento e ordenamento costeiro.
NN