Dezasseis cavalos participam na Corrida do dia Município de São Vicente

17/01/2026 20:49 - Modificado em 17/01/2026 20:54
Presidente da Associação Hípica de São Vicente – Adriano Pascoal – Mindelo 16/01/2026

Dezasseis cavalos provenientes de quatro ilhas participam, na próxima terça-feira, dia 20, na tradicional Corrida de Cavalos do Município de São Vicente, integrada nas celebrações do dia do município, assinalado a 22 de janeiro.

A prova, organizada pela Associação Hípica de São Vicente, terá lugar na pista situada nas proximidades da Praia da Cova de Inglesa e marca o arranque oficial da época hípica a nível nacional, sendo a primeira de quatro competições anuais previstas na ilha.

Segundo o presidente da Associação Hípica de São Vicente, Adriano Pascoal, em funções desde dezembro de 2025, esta é uma corrida de nível nacional e assume grande importância para cavaleiros, jockeys e demais profissionais ligados ao hipismo.

“Esta prova está ligada ao início da época hípica em Cabo Verde e permite avaliar a condição física dos participantes para o resto do ano, que contará com várias corridas”, explicou.

Adriano Pascoal revelou ainda que a pista sofreu danos significativos devido às inundações registadas no mês de agosto, obrigando a associação a realizar obras de recuperação.

“Tivemos muitos estragos na pista. Foi necessário usar máquinas e fazer ajustes na altura do terreno. Ainda não está a 100%, mas até terça-feira estará tudo pronto para a corrida”, garantiu.

Em São Vicente realizam-se habitualmente quatro corridas hípicas por ano, nomeadamente as do Município de São Vicente, Santa Cruz em Salamansa, São João e Baia das Gatas. Apesar das dificuldades, a associação, garante que tem mantido uma regularidade na organização das provas, contando com o apoio da Câmara Municipal, embora ainda enfrente limitações em termos de financiamento público e privado.

Adriano Pascoal destacou também os impactos negativos das inundações em várias infraestruturas ligadas ao hipismo na ilha, incluindo clubes em Salamanca, Clube Hípico do Mindelo, Almirante e Ribeira de Julião, alguns dos quais ficaram totalmente destruídos.

“Até agora o hipismo não beneficiou de apoios significativos para a recuperação. Foram sobretudo esforços privados para reconstruir e melhorar as infraestruturas”, afirmou.

Apesar dos constrangimentos, Adriano Pascoal reafirma o compromisso da associação em continuar a promover o hipismo em São Vicente e em Cabo Verde, incluindo o projeto de criação da Federação Equestre de Cabo Verde, que permitirá regras uniformes, novas dinâmicas e acesso a financiamentos.

“O hipismo é um desporto nobre, de multidão, que ajuda a ocupar os jovens, promove hábitos saudáveis e transmite valores importantes. Agradecemos o espaço para divulgar e valorizar esta modalidade”, concluiu.

NN

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