Federação de Basquetebol acusa Emanuel Trovoada de abandono de funções — Zé Anguila reage: “Respeito é o valor que o nosso basquetebol não pode perder”

5/11/2025 23:22 - Modificado em 5/11/2025 23:24
Zé Anguila – Membro do Staff de Mané Trovoada. Primeiro capitão internacional da seleção de basquetebol de Cabo Verde

A Federação Cabo-verdiana de Basquetebol (FCBB) anunciou esta semana a rescisão do contrato com o selecionador nacional Emanuel Trovoada, alegando abandono de lugar.

Em comunicado, a FCBB recorda que, após o técnico ter anunciado publicamente a sua saída da seleção nacional no dia 21 de agosto de 2025, durante a conferência de imprensa após o jogo com Angola, em Luanda, não voltou a apresentar-se ao serviço nem prestou informações à federação.

Face à ausência prolongada, a entidade afirma que, “na qualidade de empregador, considera rescindido o contrato de trabalho por abandono de funções, com todas as consequências legais decorrentes”.

A decisão da federação motivou uma reação contundente de José “Zé” Anguila, adjunto de Trovoada e antigo capitão da seleção.

Em comunicado público, na sua rede social, no Facebook, Zé Anguila lamenta o clima de instabilidade e desrespeito institucional que, segundo ele, tem marcado a gestão do basquetebol cabo-verdiano nos últimos meses. “Quando o jogo fora das quatro linhas começa a ser mais duro do que o próprio jogo, algo está errado”, escreveu.

“Não podemos permitir que este legado seja arruinado devido a egos e interesses outros. No way!”, acrescentou.

O antigo capitão lembra que o basquetebol cabo-verdiano “ganhou o respeito internacional passo a passo”, fruto de muito esforço e dedicação, e defende que a modalidade precisa de serenidade e foco coletivo.

Zé Anguila também critica a forma como a FCBB tratou a saída de Emanuel Trovoada, descrevendo-a como “profundamente lamentável e desrespeitosa”:

“Mesmo que a intenção fosse mudar o comando técnico, havia formas mais dignas e transparentes de o fazer, sem humilhar quem dedicou anos ao basquetebol cabo-verdiano.”

“Risco de não participar na qualificação”

Anguila alerta ainda para o impacto que as disputas internas podem ter no futuro da modalidade. “Se as instabilidades persistirem, corremos o risco de não participar na próxima janela de qualificação para o Mundial, o que pode adiar a presença de Cabo Verde para 2029”, alertou.

O técnico encerra a sua mensagem com um apelo à união: “Viva o Basketball! Viva Cabo Verde!”

Emanuel Trovoada, um dos nomes mais respeitados do basquetebol cabo-verdiano, conduziu a seleção nacional em várias campanhas africanas e mundiais, incluindo o histórico apuramento para o Mundial de 2023.

NN

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