
O líder do Hamas, Khalil Al-Hayya, afirmou que recebeu garantias dos Estados Unidos, dos mediadores árabes e da Turquia, de que a guerra em Gaza acabou. “Hoje, anunciamos que o acordo foi alcançado para pôr fim à guerra e à agressão contra o nosso povo e iniciar a implementação de um cessar-fogo permanente e a retirada das forças de ocupação”, disse Khalil Al Hayya, num discurso televisivo esta quinta-feira.
Al Hayya acrescentou que 250 palestinianos condenados a prisão perpétua serão libertados como parte do acordo, além de 1.700 prisioneiros de Gaza que foram detidos após 7 de outubro.
O grupo confirmou assim que está declarado o fim da guerra, esta quinta-feira, marcando o início de um cessar-fogo permanente.
O acordo inclui ainda a abertura da passagem de Rafah em ambas as direções e prevê a libertação, por Israel, de todas as mulheres e crianças palestinianas detidas.
Osama Hamdan, outro líder do grupo islamita afirmou que nenhum palestiniano aceita o desarmamento e que os palestinianos precisam de armas e de resistência.
Esta era uma das condições de Israel para o cessar-fogo.
Israel anunciou durante o dia que “todos os partidos” assinaram a primeira fase do acordo em Gaza
A votação de Israel
Responsáveis israelitas já garantiram que o acordo entrará em efeito mal seja aprovado pelo governo liderado por Benjamin Netanyhau. A decisão é aguardada para as próximas horas.
De acordo com uma cópia do documento, obtida pela norte-americana CNN, a resolução que as autoridades de Israel irão a votar, inclui vários pontos.
O presidente norte-americano, Donald Trump, um dos principais arquitetos do cessar-fogo, já afirmou que os reféns ainda na posse do Hamas deverão ser libertados “segunda ou terça-feira”.
Donald Trump deverá deslocar-se ao Egito e a Israel nos próximos dias. A previsão é que a visita se dê domingo.
RTP com agências