Ministério da Saúde alerta para riscos de epidemias em São Vicente pós-calamidade

2/09/2025 16:29 - Modificado em 2/09/2025 16:29

O ministro da Saúde, Jorge Figueiredo, alertou hoje para o risco de surgimento de epidemias em São Vicente no período pós-calamidade, sublinhando que passados 10 a 20 dias é “essencial reforçar a vigilância sanitária”.

O alerta foi feito à margem de uma conferência de imprensa sobre a participação de Cabo Verde na 75.ª Sessão do Comité Regional da Organização Mundial da Saúde para África, realizada de 25 a 27 de Agosto em Lusaca, Zâmbia.

Segundo o governante, a fase de resposta inicial à catástrofe que mobilizou a Protecção Civil, as Forças Armadas e a Câmara Municipal de São Vicente foi ultrapassada e o foco volta-se agora para a prevenção de “riscos secundários”, nomeadamente as epidemias associadas à água contaminada e às más condições sanitárias.

“Epidemias poderão surgir, que é do contacto da quantidade de água acumulada, a mistura da água dos esgotos com a água com as ruas, o contacto das pessoas com águas mais infectadas”, destacou, alertando para o surgimento de problemas intestinais, respiratórios e dermatológicos.

Jorge Figueiredo realçou a necessidade de preparar os serviços de saúde para responder a possíveis surtos, que podem incluir o paludismo e o sarampo.

O governante salientou que o sistema de saúde de São Vicente já está mobilizado e que nos próximos dias será feita uma visita de campo ao Hospital Baptista de Sousa, à Delegacia de Saúde e aos centros de acolhimento, para avaliar a capacidade de resposta e acompanhar o trabalho das missões médicas estrangeiras presentes na ilha.

O ministro afirmou que mais de 200 famílias afectadas pela calamidade estão a ser acompanhadas em abrigos provisórios e que entre 200 a 300 habitações recém-construídas estão a ser preparadas para receber parte dessas pessoas nos próximos dias.

No que toca à prevenção do paludismo, Jorge Figueiredo garantiu que o país mantém um esforço contínuo, com equipas no terreno, particularmente na cidade da Praia, onde há mais de três meses se realizam acções de desinsetização, cobertura de poços e sensibilização comunitária nas zonas do Fonton e da Várzea.

A meta, perspectivou, é atingir cerca de 80% das habitações, o que permitirá “reduzir significativamente o risco de reintrodução do paludismo”.

As chuvas que caíram na segunda-feira, 11, devido à passagem da tempestade tropical Erin causaram vários danos materiais, nove mortes e alguns desaparecidos.

Inforpress

Comente a notícia

Obrigatório

Publicidades
© 2012 - 2026: Notícias do Norte | Todos os direitos reservados.