
As chuvas de 11 de agosto deixaram muita destruição em Calhau, com prejuízos significativos para agricultores e pecuaristas. Perdas de terrenos cultiváveis, poços assoreados e perdas de gado agravaram a crise, enquanto a comunidade cobra apoio para recuperação.
Em entrevista ao Notícias do Norte, Hederley Rodrigues, presidente da Associação Agropecuária Calhau/Madeiral, avançou que todas as propriedades agrícolas da localidade sofreram danos, incluindo a queda de paredes, assoreamento de 12 poços e problemas estruturais em outros.
“Perdemos quase 50% dos terrenos cultiváveis”, lamentou Rodrigues, que acrescentou que, enquanto alguns agricultores com melhores condições já retomaram as atividades, muitos ainda não conseguiram, com suas parcelas completamente destruídas.
Na pecuária, os criadores perderam grande quantidade de animais, além de estoques de ração, comprometendo a alimentação daqueles que sobreviveram. “O pasto ainda está muito novo, e precisamos urgentemente de ração para os animais”, destacou o presidente.
Poços assoreados demandam materiais para limpeza, a fim de garantir água limpa para uso agrícola. Além disso, a falta de máquinas para liberar acessos impede o avanço das atividades e a geração de empregos, especialmente para famílias que dependem da agricultura e pecuária. “Máquinas poderiam não só facilitar a recuperação, mas também empregar pessoas que precisam sustentar suas famílias”, afirma Rodrigues.
A situação também acabou por gerarmuita preocupação. “Os agricultores e criadores estão tristes e preocupados com o sustento de suas famílias”, relatou Rodrigues.
Embora o governo tenha anunciado apoios, até o momento apenas o levantamento de danos e a entrega de documentos no Ministério da Agricultura e Ambiente foram realizados.
Acrescentou que todas as famílias afetadas receberam cestas básicas, mas a ajuda ainda é insuficiente. Os diques, essenciais para a contenção de chuvas, estão em situação crítica. Desde 2022, apenas um dique foi desassoreado, e atualmente todos estão comprometidos, alguns com danos estruturais que agravaram os impactos das últimas chuvas.
Por outro lado, Hederley Rodrigues mencionou que a Câmara Municipal não ofereceu suporte, e a comunidade depende de iniciativas privadas, terceiros e da união dos próprios moradores para enfrentar a crise.
AC