
Dezassete artesãos de São Vicente enfrentam uma situação crítica após as fortes chuvas que atingiram a ilha no dia 11. Pelo menos quatro ateliês externos sofreram prejuízos quase totais, com a perda de ferramentas, produtos para exposição, equipamentos e outros bens materiais.
Em declarações à Inforpress, o presidente da Associação dos Produtores de Artesanato de São Vicente (APAR), Davitson Almeida, revelou que quatro artesãos continuam a viver no Quintal das Artes, espaço onde funcionava a exposição e venda de produtos.
“As chuvas agravaram as perdas desses artesãos que, além do material de trabalho, perderam também imóveis pessoais, incluindo camas e colchões”, sublinhou Davitson Almeida. Apesar do espaço se encontrar coberto de lama e entulho, os artesãos permanecem no local, por dependerem exclusivamente da produção artesanal para a sua subsistência.
A situação é agravada pelo facto de a principal loja de artesanato da região, o Centro Nacional de Arte, Artesanato e Design (CNAD), também ter sido afetada, reduzindo ainda mais a oferta de produtos.
Face a este cenário, a APAR lançou uma campanha de angariação de fundos, com uma conta aberta no Banco Cabo-verdiano de Negócios (BCN), para apoiar os artesãos. Além de donativos monetários, a associação está a aceitar géneros alimentícios, vestuário e equipamentos de trabalho.
Apesar de já terem sido adquiridos alguns materiais para retomar a produção, a recuperação total continua a enfrentar dificuldades. Até ao momento, os artesãos apenas tiveram contacto com o Ministério da Cultura e com o CNAD, que realizou um levantamento para reposição de equipamentos, mas ainda não foi disponibilizada qualquer ajuda concreta.
NN/Inforpress