São Vicente/Chuvas: “Como há 50 anos aqui estamos e continuaremos a estar para apoiar num momento difícil” – Nações Unidas

21/08/2025 13:49 - Modificado em 21/08/2025 13:49

A coordenadora do Sistema das Nações Unidas em Cabo Verde, Patrícia Portela de Souza, reafirmou esta terça-feira, no Mindelo, a disponibilidade da organização para apoiar o país na resposta aos impactos da tempestade Erin, que atingiu as ilhas de São Vicente, Santo Antão e São Nicolau.

“Como não poderia deixar de ser, e como tem acontecido há 50 anos, o Sistema das Nações Unidas está presente para apoiar Cabo Verde neste momento difícil”, afirmou a diplomata, após um encontro com o ministro do Mar, Jorge Santos.

Segundo Patrícia Portela de Souza, a visita ao Mindelo teve como objetivo manifestar solidariedade às populações afetadas e reforçar o compromisso dos parceiros internacionais com a recuperação das zonas atingidas. “É fundamental falarmos pessoalmente com as lideranças do Governo, das autarquias, mas também com as famílias afetadas”, sublinhou.

A responsável destacou a importância da resposta integrada, abrangendo não apenas a assistência social, mas também a recuperação económica, ambiental e a reposição da normalidade. “O mais bonito de tudo é ver esta grande solidariedade, este ‘djunta-mon’, que começou em São Vicente e se estendeu às outras ilhas, ao país, à diáspora e aos parceiros internacionais”, afirmou.

Patrícia Portela de Souza defendeu que a prioridade é apoiar as pessoas mais afetadas e reforçar as instituições para garantir uma recuperação rápida e sustentável. “Reconstruir melhor, com resiliência, pensando em estruturas e ações mais resistentes, e apoiar a economia local são fundamentais neste processo”, reiterou.

Durante a reunião com Jorge Santos, foram abordados temas como o restabelecimento das atividades ligadas ao mar, nomeadamente a pesca, e o apoio direto às famílias que perderam meios de subsistência.

“A mensagem mais importante é que os cabo-verdianos, o Governo, a sociedade civil e o setor privado, que se uniram para ajudar as vítimas, saibam que as Nações Unidas estão e continuarão a estar presentes”, concluiu a coordenadora.

NN/Inforpress

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