
Uma semana depois da catástrofe que atingiu a ilha de São Vicente já é possível fazer um balanço não oficial e começar a chegar a conclusões, isto no meio milhares de experts que surgiram numa semana onde foi visível a falta de liderança quer a nível local quer a nível nacional. Onde ficou visível a falta dessa liderança a coordenar as acções, em particular das iniciativas da sociedade civil.
Contexto
Em 11 de Agosto de 2025, Cabo Verde enfrentou chuvas intensas que resultaram em inundações devastadoras, especialmente nas ilhas de São Vicente e Santo Antão. O evento causou nove mortes, desaparecidos, e severos danos a infra-estruturas, residências e veículos.
Medidas Adotadas pelo Governo
1. Declaração de Calamidade: O governo declarou situação de calamidade nas ilhas afetadas, permitindo a mobilização de recursos de emergência.
2. Luto Nacional: Foram estabelecidos dois dias de luto nacional em homenagem às vítimas.
3. Apoio Imediato Inicial:
Assistência em alimentos, agasalhos e suprimentos básicos para os desabrigados.
Garantia de apoio de organizações internacionais, incluindo a União Europeia e o Banco Mundial.
4. Apoio às Autoridades Locais: O governo comprometeu-se a reforçar o apoio às autoridades locais, em especial aos serviços de emergência e de saúde.
Impacto das Medidas
Resiliência e Solidariedade: As medidas de emergência trouxeram um certo alívio à população afetada, que estava em estado de choque. Muitos cidadãos se mobilizaram para ajudar uns aos outros, demonstrando resiliência frente à tragédia.
Criticas à Preparação: Apesar das medidas, houve críticas sobre a falta de aviso prévio sobre a tempestade por parte da Protecção Civil, levantando questões sobre a eficácia e transparência nas comunicações de emergência.
Desafios na Recuperação: O cenário de destruição complicou a recuperação. As localidades mais afetadas, como Salamansa, interromperam o acesso por estrada e exigiram resgates via bote. A recuperação económica será um grande desafio, com muitos negócios e casas completamente destruídos.
Reflexão da Comunidade
A situação gerou um clamor por uma melhor preparação para desastres naturais no futuro. Moradores e líderes comunitários ressaltam que a construção precisa considerar riscos climáticos e inundações, enfatizando a necessidade de um planeamento urbano mais sustentável e seguro.
Com isso, as medidas adotadas pelo governo são um passo importante, mas a verdadeira recuperação dependerá não apenas da ajuda imediata, mas também de uma reavaliação de como se deve lidar com tais fenómenos extremos em Cabo Verde.