
A forte tempestade que atingiu a ilha de São Vicente na madrugada desta segunda-feira provocou, até ao momento, sete mortos confirmados, incluindo três na localidade de Salamansa, onde o acesso continua bloqueado. Há ainda registo de pessoas desaparecidas e várias comunidades isoladas.
Segundo o presidente da Câmara Municipal, Augusto Neves, as chuvas intensas, acompanhadas de relâmpagos e trovoadas, causaram enxurradas e extensos danos materiais. “Foi uma situação que nos apanhou de surpresa. Tínhamos consciência da previsão de chuvas, mas não da sua intensidade. Nunca tínhamos visto nada semelhante”, afirmou.
A autarquia, avançou Augusto Neves, em coordenação com o Governo, mobilizou máquinas para desobstruir estradas e restabelecer acessos, especialmente às zonas mais afetadas. Em Salamansa, operários tiveram de se deslocar a pé para manobrar equipamentos que ficaram isolados na região, com o objetivo de permitir a evacuação de feridos e o transporte dos corpos das vítimas.
O presidente informou que equipas de apoio social e psicológico, em articulação com a Delegacia de Saúde, estão já no terreno a prestar assistência às famílias enlutadas. Paralelamente, está a ser feito o levantamento dos danos para elaboração de um relatório a apresentar ao Governo, com vista à rápida reposição da normalidade.
Entre os prejuízos registam-se casas destruídas, empresas afetadas incluindo minimercados e construtoras e infraestruturas comprometidas, como muros derrubados em várias zonas, incluindo Ribeira de Julião.
Neves sublinhou que, apesar das dificuldades, há uma resposta solidária da população e das empresas locais. “Estamos a mobilizar todos os meios e apoios possíveis. A prioridade são as vítimas e as famílias. Com a colaboração de todos, vamos ultrapassar esta situação e devolver a normalidade à ilha”, garantiu.
NN