
A Delegacia de Saúde e a Câmara Municipal de São Vicente manifestaram preocupação com a baixa participação da população na mega campanha de limpeza realizada no sábado, 9 de agosto, em vários pontos da ilha. A iniciativa teve como objetivo prevenir a reintrodução do paludismo e conter a propagação da dengue.
A ação contou com técnicos da Delegacia de Saúde, trabalhadores da autarquia e jovens mobilizados pelo Instituto do Desporto e da Juventude (IDJ). No entanto, segundo as entidades organizadoras, a presença de moradores nas frentes de trabalho foi reduzida, apesar de a campanha ter sido divulgada através da rádio e de viaturas com altifalantes a circular pelas ruas.
“Quando há um foco de transmissão de doenças, é a população que fica doente. Por isso, todos devemos colaborar na limpeza”, sublinharam os responsáveis, recordando que, no ano passado, a ilha registou um surto significativo de dengue, associado à presença de mosquitos transmissores.

Além das instituições organizadoras, participaram também reclusos da Cadeia da Ribeirinha e efetivos das Forças Armadas. Em “Tchon d´ Holanda” e Ribeira de Vinha, alguns agricultores aderiram à iniciativa, mas procederam à queima de lixo e ramos secos, uma prática que tem sido desaconselhada pelo Ministério da Agricultura e Ambiente e por associações ambientalistas, devido aos impactos negativos para o meio ambiente e para a produção agrícola.
As autoridades reforçam que, para eliminar criadouros de mosquitos e evitar a propagação de doenças como dengue e paludismo, a colaboração da população é essencial.
NN