
Sob o lema “O Mar que queremos, para o futuro que projetamos”, o Ministério do Mar realizou esta sexta-feira, em São Vicente, o seu III Conselho, presidido pelo ministro do mar, Jorge Santos. O encontro serviu fazer um balanço do setor, discutir os desafios atuais e definir estratégias para o futuro.
Durante a sessão, o ministro destacou a importância do diálogo aberto e horizontal entre os técnicos e especialistas do setor, sem hierarquias rígidas, de modo a permitir a partilha livre de ideias e experiências. Segundo Jorge Santos, o objetivo é recolher orientações concretas e recomendações que possam ser traduzidas em políticas públicas eficazes.
Entre as principais metas definidas até 2030, o governo quer gerar 30 mil empregos e elevar a contribuição do setor do mar para 25% do Produto Interno Bruto (PIB) nacional.
Um dos pontos centrais da agenda é a modernização da Cabnave, com um investimento superior a 63 milhões de euros. O valor será aplicado na reabilitação dos equipamentos existentes, capacitação técnica e na transformação da empresa pública num estaleiro naval moderno, apto não apenas para manutenção, mas também para construção naval.
O encontro também abordou temas estruturantes, como a nova Lei dos Marítimos, a proposta de reforma do sistema de financiamento da pesca (PESC), e a necessidade de reforçar a armação industrial no setor.
Outro ponto em destaque é a crescente pressão sobre a orla costeira, impulsionada pelo aumento da procura por concessões para projetos turísticos e de lazer, como beach bars, hotéis e marinas.
Atualmente, estão em análise oito projetos de construção de marinas em várias ilhas do país, incluindo Porto Calheta (Maio), Praia, São Miguel, Tarrafal, Palmeira (Sal), Boavista, Santa Cruz e Tarrafal de São Nicolau. O ministro destacou que essa procura crescente exige uma estrutura técnica nacional robusta para gerir e regular as concessões de forma eficaz.
Com este III Conselho, o Ministério do Mar procura consolidar avanços, identificar fragilidades e ajustar a sua orgânica para aumentar a eficiência do setor, reforçando a sua contribuição para o desenvolvimento económico sustentável de Cabo Verde.
NN