Sem concorrência, Tomás de Aquino assume presidência da União dos Sindicatos de São Vicente de forma efectiva

14/03/2025 14:44 - Modificado em 14/03/2025 14:44

A União dos Sindicatos de São Vicente, efetivou esta quinta-feira, o sindicalista Tomás de Aquino como seu presidente efectivo, com 48 votos a favor dos 50 delegados presentes na Assembleia electiva.

O sindicalista, com lista única, afirmou em entrevista à rádio de Cabo Verde, que as motivações e as razões que os motivaram a avançar com a candidatura, deve-se ao facto de defenderem valores como a união e a solidariedade sindical.

“Infelizmente hoje aqui no país estamos a viver uma grande turbulência em relação à atividade sindical, ou melhor dizendo, há uma grande bagunça a nível nacional em relação ao exercício da atividade sindical. Nós, a União dos Sindicatos de São Vicente, temos trabalhado no sentido de manter os valores fundamentais da unidade, da solidariedade, a bem dos trabalhadores e cabo-verdianos”.

Esta é uma das principais motivações da lista vencedora que, quer também, segundo Aquino, trabalhar para resgatar o espaço onde funcionavam e que foram “despejados abusivamente” há cerca de três anos, e cujo processo está no Tribunal da Relação de Barlavento” até ainda sem nenhuma decisão”.

 “Um espaço que foi cedido pelo governo de Cabo Verde para servir os trabalhadores de São Vicente, neste momento está abusivamente fechado e os trabalhadores não têm condições, não têm um espaço físico para trabalhar, portanto, um dos objectivos fundamentais do nosso trabalho futuro é resgatar este espaço, mas também trabalhar para resgatar a dignidade, a ética e os valores do sindicalismo aqui no país”, citou o sindicalista.

Para Tomás de Aquino, a forma de trabalhar, de agir e de atuar da atual secretária-geral da UNTC-CS condiciona o sindicalismo, o trabalho sindical, não só em São Vicente, mas em todo o país, isso porque, sublinhou, “o objetivo dela é dividir, é desorganizar a atividade sindical aqui no país”.

Por fazer parte de grupo que a nível nacional contesta a liderança de Joaquina Almeida, a União dos Sindicatos de São Vicente, garante que na ilha não pretendem baixar os braços, logo não vão permitir que ela faça isso. “Nós vamos continuar a trabalhar para a união, para o bem dos trabalhadores de São Vicente”.

NN

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