
A Escola de Samba Tropical, vulgo a “Rainha da Noite” do Carnaval de São Vicente entra em cena, esta segunda-feira, como tem acontecido ao longo das últimas décadas. Neste ano de 2025, o grupo optou por homenagear as ruas do Mindelo, por onde passam os grupos de Carnaval.
“Por ser parte deste Carnaval, fazendo jorrar ao longo dos anos a nossa veia carnavalesca da Rua de Lisboa, o nosso palco maior, por fazer das setes ruas encantadas do Meio de Morada, a nossa Passarela da Alegria, iremos em 2025 homenagear a maior festa da cidade, que leva o público ao delírio com as suas cores, glamour e fantasia, mas sobretudo a morabeza que só nós mindelenses temos e é nisto que juntamos o passado e o presente do Carnaval mindelense, com os olhos postos no futuro”, justifica o enredo assinado por David Leite e Ailton Duarte.
Por isso sustenta, os carnavalescos que neste ano de 2025, a “Rainha da Noite” pede licença a todas as estrelas da sua constelação carnavalesca para trazer para a Passarela da Alegria a “A apoteose do
Carnaval do Mindelo”. Sete Ruas, Uma História”, retratando a própria história e trajetória do Carnaval mindelense em seu “momento apoteótico, desde os primórdios da festa quando ainda tudo se resumia ao Entrudo, até chegar àquilo que é hoje; o maior espetáculo audiovisual de Cabo Verde, fruto duma evolução progressiva, a nível visual e técnico, tomando uma dimensão além das nossas fronteiras e tornando-se reconhecido a nível mundial”.
Destaca a importância indelével que a festa do “Rei Momo” ganhou no país, tanto a nível social, cultural, como a nível económico. Todos os anos move centenas de nacionais e visitantes externos, que “invadem” a ilha, em busca de cair na folia, percorrendo a cidade com os mandingas, pulando nos pequenos blocos e vestindo-se de gala para brilhar nos desfiles oficiais da terça-feira de Carnaval onde se dá a apoteose suprema.
“Escola De Samba Tropical, desde o seu primeiro desfile na Praça Nova, conquistou de todos os mindelenses e foi a pouco e pouco assumindo um papel de destaque, tornando-se com naturalidade um polo de referência da Festa do Rei Momo na ilha”, realçou.
Durante muito tempo, numa altura em que os Grupos de competição, os tradicionais grupos de 3ª feira
nem sempre conseguiram desfilar, foi a Escola de Samba Tropical a garantir que, para além do Carnaval de Animação e dos bailes de fantasia, havia também um desfile formal e organizado a embelezar o coração da cidade de Mindelo.
Com o passar dos anos, o famoso Desfile Noturno e o Baile Monumental, tornaram-se sinónimo da Segunda-Feira de Carnaval em São Vicente, atraindo gente dos quatro cantos do Globo, que visitam a ilha em fevereiro para desfilar ou ver desfilar o grupo que as Meninas do Banco fundaram em 1988 e que, a partir de 1989, se tornou presença obrigatória da quadra mais festiva da cidade, exercendo a sua influência e deixando um legado vivo a diversos níveis. F
Foi o brilho e o esplendor que emanava das alas e alegorias da Majestosa Rainha da Noite que inspirou os Grupos Oficiais de competição a desfilarem à noite, como acontece desde 2023.
Ciente do papel que exerce no Carnaval, a Escola de Samba Tropical tem também plena consciência da importância cada vez maior que o Carnaval tem para Mindelo e São Vicente de uma forma geral. Pese embora a inexistência de dados estatísticos que confirmem de forma quantificada, o impacto material da festa, é inegável que a economia local é fortemente impulsionada por tudo aquilo que envolve e está ligado àquela que é hoje a maior, mais sumptuosa e expressiva manifestação cultural audiovisual do país.
A simbiose identitária entre São Vicente e o seu Carnaval é evidente e é justamente a sua evolução histórica e os laços umbilicais que se fortalecem a cada ano, que fazem crescer o evento e a representatividade que assume no plano nacional.
E como quem não conhece o seu Passado, nunca entenderá o seu Futuro, e como as homenagens se fazem em vida, a Escola de Samba Tropical em 2025 homenageará algo mais imortal que a imortalidade, mais eterno que a eternidade, mais Mindelense do que o próprio Monte Cara e que nasceu do CASAMENTO DA ALEGRIA COM A FOLIA; O CARNAVAL DE SÃO VICENTE.
Fonte: Enredo Samba Tropical