João dos Santos “Jota Jota” lança “Naufrágio De Um Amor”, – um retrato do naufrágio do navio Vicente e erupção vulcânica na ilha do Fogo

8/01/2025 17:16 - Modificado em 8/01/2025 17:24

Dez anos após naufrágio do navio Vicente, ocorrido no dia como hoje, 8 de janeiro de 2015 é um dos temas da nova obra literária de João dos Santos, “Jota Jota”, acontece ainda neste mês de janeiro em São Vicente, visto que as obras estão previstas para chegarem na ilha, amanhã dia 09 de janeiro.

“O livro, como bem sabemos, retrata a erupção vulcânica na ilha do Fogo, que aconteceu entre novembro de 2014 e fevereiro de 2015, e também o naufrágio do navio Vicente, ao largo da ilha do Fogo, ocorrido num dia como hoje, 8 de janeiro, mas de 2015”, explicou o autor conhecido também por “Jota Jota”.

A obra, é segundo o autor de “Amor Cruel”, que foi dado estampa em Março de 2023, tem como objectivo de assinalar e eternizar a data na memória de todos os cabo-verdianos, dentro e fora do país.

“Jota Jota”, afirma que “Naufrágio De Um Amor”, um romance, baseado no acontecimento. “Estamos perante um texto literário, um livro de ficção. Aproveitamos para esclarecer bem isso que a obra não é uma reportagem jornalística, não se trata de um livro técnico-científico sobre o naufrágio do navio Vicente, mas de um texto de ficção, romance, baseado no acontecimento”.

Em entrevista ao Expresso das ilhas, afirmou que a publicação do livro, não é “para mexer nas feridas alheias que ainda não estão totalmente sanadas”, mas sim contribuir na prevenção de situações e acidentes semelhantes.

O livro conta com 37 capítulos e um epílogo, e desenvolvido a partir das informações que já foram publicadas em jornais digitais da praça, onde foi buscar inspiração.

Histórico naufrágio do navio Vicente

O navio “Vicente” afundou-se a 8 de Janeiro de 2015, por volta das 22 horas, a quatro milhas do porto do Vale dos Cavaleiros, na ilha do Fogo, com 26 pessoas a bordo, entre tripulação e passageiros.

A embarcação tinha inicialmente saído de São Vicente  com 168 passageiros à bordo e 153 toneladas de carga. Fez escala no Sal e saiu no dia 6 para a Praia com 149 passageiros e 193 toneladas de carga, apenas com a máquina de estibordo a funcionar.

No dia sete o navio sofreu um corte geral de energia devido à avaria dos dois  geradores. As máquinas pararam, o navio ficou à deriva.  No porto da Praia um gerador foi  reparado.

Da Praia o navio saiu sobrecarregado para a ilha do Fogo, tendo  cerca de 121 toneladas de carga  acima do peso permitido e 26 pessoas à bordo, entre  passageiros e membros da tripulação.

O barco estava sobrecarregado, com problemas de comando, nos motores principais, nos geradores. Apanhou mau tempo, afundou-se, segundo dados dos relatórios do acidente.

O balanço final deste “trágico acidente” foi 15 mortos (sendo 14 desaparecidos e um cadáver que foi encontrado) e 11 sobreviventes.

Histórico da erupção vulcânica na ilha do Fogo

O vulcão da ilha do Fogo, em Cabo Verde, entrou na madrugada de domingo, 23 de novembro, em erupção, atingindo o nível 3 numa escala de 5, e obrigando a um plano de evacuação em vários pontos da ilha.

E após 77 dias, a erupção vulcânica terminou a 08 de fevereiro, quando se registaram as últimas emissões de gases e de lava.

O impacto e a destruição causada pela erupção do vulcão em 2014 foi muito superior ao que tinha acontecido 19 anos antes, quando a lava poupou a maior parte da população que residia no Chã das Caldeiras.

A erupção vulcânica, uma das três registadas no interior da caldeira nos últimos 63 anos – 1951 e 1995 -, destruiu Portela e Bangaeira, os dois povoados de Chã das Caldeiras, planalto que serve de base aos vários cones vulcânicos do Fogo, obrigando à evacuação dos cerca de 1.500 habitantes locais.

A lava destruiu também um pequeno casal no Ilhéu de Losna, uma extensa área de cultivo e infraestruturas económicas, sociais e turísticas locais, prejuízos estimados pelo Governo cabo-verdiano em cerca de 45 milhões de euros.

NN

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