O advogado Amadeu Oliveira, que cumpre pena na Cadeia Central da Ribeirinha, em São Vicente, numa carta que foi partilhada nas redes sociais, datada de 23 de dezembro de 2024, solicita assistência médica e meios de diagnóstico numa clínica privada, à direção do estabelecimento prisional.
O jurista na sua missiva diz que é um direito que está na lei, e que precisa de forma urgente ter acesso uma consulta privada, uma vez que foi detetado durante uma consulta de rotina pelo médico que presta serviços na penitenciária, de linfonodos axilares muito desenvolvidos, tendo prescrito ecografias e consulta na especialidade de cirurgia.
Segundo o causídico, precisa de uma cirurgia seguido de internamento, aconselhado pelo cirurgião de uma clínica privada da ilha, de cinco a sete dias, com o custo de 200 mil escudos.
Ainda, segundo Oliveira, na carta escrita à mão, foi alertado, também, da existência de linfonodos na virilha. De ambos os lados e que demandava a “realização de um estudo de caso com maior rigor, por forma a despistar qualquer possibilidade de uma doença de maior gravidade”.
Nisto, garantiu que lhe foram prescritas outras ecografias e solicitou, no documento, a autorização de um familiar para entregar no presídio os valores correspondentes, no Gabinete de Segurança da Cadeia, para a realização dos procedimentos médicos.
Defendeu a urgência na liberação da autorização por parte da direcção da cadeia, de modo a permitir a realização dos mesmos, isso porque, sublinhou, que caso seja um câncer, deverá ser submetido o mais rápido possível a cirurgias para evitar que a doença se espalhe por outros órgãos.
E para tal, garantiu que assumirá todas as despesas médicas realizadas numa clínica privada, visto que poderá ser muito arriscado para a sua saúde aguardar por uma vaga no Hospital Baptista de Sousa e Delegacia de Saúde.
Contudo assegurou que desde de julho de 2022, todas e quaisquer quantias que estavam nas suas contas foram congeladas, com base, sustentou “em fraudes processuais e inserção de falsidades”, cometidas pela Procuradoria Geral da República, somente para “privar o recluso Amadeu Oliveira de qualquer recurso financeiro líquido, impossibilitando-o de honrar os seus compromisso familiares, profissionais e até de saúde”, acusou.
Pelo que, realçou, teve que recorrer a um empréstimo aos familiares.
NN