Angolano quer promover Hóquei em patins com a criação de duas equipas em São Vicente

7/03/2024 13:55 - Modificado em 7/03/2024 13:55

“Apaixonei-me por São Vicente, infelizmente no Sal não consegui implementar a modalidade na ilha por falta de condições”, Carlos Pinto.

O angolano Carlos Pinto, ex-jogador de Hóquei em patins e agora professor da modalidade, diz que sempre foi um sonho fazer com que Cabo Verde tivesse a modalidade. Tem estado, todos os sábados, no campo da zona de Campinho, que foi cedido pela Câmara Municipal, para que possa praticar com os jovens da localidade e arredores.

Agora, após vários anos aposentado das quadras e a ensinar os mais novos, está em processo de implementação do seu objetivo. A ideia era começar na ilha do Sal, mas devido alguns constrangimentos, viajou para São Vicente, onde tem ensinado crianças e adolescentes à sua paixão.

Em entrevista ao Notícias do Norte, revelou que no país, como em quase todas as modalidades, há muitos talentos que precisam ser explorados. “Só precisam do investimento certo, ou seja, tempo para passar o conhecimento e interesse em fazê-los apaixonarem-se”, apontou o atual treinador e promotor da modalidade.

Diz que é preciso aproveitar isso. Por exemplo, há pouco mais de um mês que começou a dar aulas a crianças e adolescentes com 7, 10, 12 e jovens de 17 anos aula e garante que é “impressionante” como conseguem assimilar os conteúdos em tão pouco tempo. “Vejo uma capacidade enorme de aprendizado”, reforçou o promotor.

Aqui em São Vicente, acaba por ser privilegiado, prosseguiu o ex-atleta, já que estão a nascer na ilha duas equipas de Hóquei patins, uma delas através da Escola Salesiana e a outra equipa do Campinho. “Vejo neles a vontade e, por outro lado, é incentivador, porque os que gostam tem hipóteses de se desenvolver e ir mais longe”, sublinhou.

Cabo Verde é o único país dos PALOP que não pratica esta modalidade

Cabo Verde é o único país dos Países Africanos de Língua Oficial Portuguesa (PALOP), que não pratica esta modalidade. Algo que está prestes a mudar com a entrada, em cena, de Carlos Pinto. Quer com isso, lançar as bases, mas espera que haja continuidade e apoio das autoridades de forma fazer com que a modalidade faça parte do calendário desportivo, primeiro da ilha e depois, que siga a ser implementado nacionalmente.

“Só assim poderemos falar da prática da modalidade na ilha. É preciso aproveitar este manancial de talentos e construir, de base, equipas que possam ser competitivas a nível regional e nacional e quem sabe, futuramente podemos ter uma seleção cabo-verdiana de hóquei em patins”, afiançou.

Acredita que com este passo, a começar por São Vicente, as outras ilhas vão seguir o exemplo e assim, poderemos ter competitividade.

Em relação a equipamentos, o Hóquei em Patins é praticado por duas equipas, com cinco jogadores, sendo um guarda-redes.

Relativamente ao equipamento, as equipas possuem uma bola denominada “stick”, patins de quatro rodas, joelheiras, luvas, caneleiras.

Devido à impossibilidade de conseguir os equipamentos no país trouxe alguns, que eram usados por algumas equipas em Angola e agora, espera conseguir mais com a ajuda de quem estiver interessado na implementação da modalidade ilha. “Precisamos mais apoio, mas primeiro é preciso mostrar o que estamos a fazer e para onde queremos ir e depois, acredito, que poderemos conseguir mais incentivos”, asseverou.

Os treinos acontecem todos os sábados das 9 horas até as 12 horas, no campo da zona de Campinho.

EC

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