
O Partido Africano da Independência de Cabo Verde, PAICV, diz que a retoma da Transportes Aéreos de Cabo Verde (TACV) às ligações inter-ilhas, prova que a decisão do governo em descontinuar as ligações nacionais foi precipitada e infundada.
O porta-voz do maior partido da oposição, Démis Almeida, se por um lado mostrou-se satisfeito com a retoma da companhia a operar internamente, por outro questiona a forma como acontece, sendo que a solução apresentada, defendeu, contém muitas incoerências e lacunas e carecem de explicações.
“O governo estende a mão à palmatória e reconhece que a sua opção de descontinuar em agosto de 2017 as ligações aéreas desta transportadora nacional foi precipitada, infundada pois desprovida de quaisquer estudos prévios ou evidências, amadora, insensata e logo manifestamente errada”, criticou Démis Almeida.
De acordo com o porta-voz do PAICV, a afirmação do governo de que a entrada do TACV nos voos domésticos é definitiva, é incoerente, tendo em conta que o executivo optou pelo aluguer de uma aeronave ATR alugado à Air Senegal, com toda a tripulação. “Uma solução provisória, precária e que deixa de fora dezenas de pilotos e de pessoal de cabine dos TACV que estão em casa”.
Sobre as linhas que esta tripulação vai operar, os aeroportos de São Vicente, Praia, Sal e Boavista. Pelo que questiona como é que ficam as outras ilhas, se elas serão protegidas caso continuem as dificuldades operacionais da BestFly. “O governo vai ou não avançar com o contrato de obrigações com a TACV”, questionou Démis Almeida.
Em relação às duas companhias, que vão operar em concorrência no país, a TACV e a BestFly, quando o governo afirmou que o mercado não comporta mais que um operador, é acionista das duas empresas, o PAICV desafia o Governo, a TACV e Bestfly a darem todas as explicações aos cabo-verdianos e operadores econômicos para que saibam com o que podem contar.