Mandingas dão adeus ao carnaval 2024 na maior e mais alegre “marcha fúnebre” do país C/Vídeo – Desfile durou cerca de 5 horas

19/02/2024 02:51 - Modificado em 19/02/2024 02:51

Aconteceu neste domingo, 18 de fevereiro, o desfile de encerramento do carnaval 2024, São Vicente, partindo de Ribeira Bote até a Avenida Marginal, “Praia de Katchor”, com milhares de pessoas e um trio elétrico a acompanhar o evento.

Se um enterro é para ser algo negro e triste, este com certeza não se enquadra neste critério, a não ser claro pelos trajes de negro, que é a característica dos Mandingas de Ribeira Bote e outras zonas, excluindo o grupo de Ribeirinha que prefere fantasiar com areia, daí o nome, Mandingas de “Areia Branca”.

O enterro de mandingas, o mais esperado do carnaval, deu por encerrado, este domingo, mais uma festa do Rei Momo da ilha de São Vicente, que este ano foi uma das mais polêmicas, devido aos resultados das premiações. O cortejo que deveria terminar às 19 horas, hora estipulada pelas autoridades, acabou por ter um atraso e terminou mais tarde,

Mas isso não atrapalhou que milhares de pessoas acompanhassem os caixões feito de papelão, que simboliza o enterro do carnaval, lançados ao mar na “Praia d´Catchor” até que seja ressuscitado no próximo ano, num trajecto que começou em Ribeira Bote até à Avenida Marginal, este ano, apenas com os grupos de Ribeira Bote e Fonte Filipe.

O carnaval oficial, os desfiles e a entrega de prémios terminou na quarta-feira, com a consagração do grupo vencedor, o Monte Sossego.

Pode-se dizer que é a maior e mais alegre “marcha fúnebre” de Cabo Verde. Um trocadilho, que não deve ser levado a sério, respeitando os funerais. E como sempre acompanhado de milhares de pessoas, aliás, até mais que nos desfiles dos domingos anteriores. O “enterro” faz parte da agenda cultural da ilha e é esperado ansiosamente pelos mindelenses e não só. E estes não desiludiram e marcaram presença em massa na festa.

Os mandingas deixaram bem claro nos últimos tempos que quem faz o encerramento desta festa são eles e a população não diz o contrário, aliás, é conivente com isso, já que milhares de pessoas são esperadas este ano para a “marcha fúnebre”.

Este simbolismo é acompanhado pelos Mandingas que levam o caixão até ao mar e deixam que seja levado pela maré, como faziam os Vikings, para que na próxima vida, ou melhor, no próximo ano, tenham uma vida mais próspera. Esta já é outra das grandes tradições carnavalescas de São Vicente e muitos aproveitam também para se banhar e, como diz a lenda, o mar renova as energias.

E com muita pena dos acompanhantes parecia ter chegado ao fim, mas felizmente ainda houve tempo para mais algazarra, é que o carro de som ainda deu mais alegria aos milhares de foliões que estiveram presentes, ao continuar com a música até, poderia dizer, “casa de morto”, Ribeira Bote.

Agora, o Carnaval e os Mandingas só serão “ressuscitados” no próximo ano,

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